Economia

Empresas amazonenses se destacam no agronegócio; histórias de sucesso em meio à crise econômica

A Hidroverde produz em mais de 30 galpões nos bairros Jorge Teixeira e Manoa - foto divulgação

A Hidroverde produz em mais de 30 galpões nos bairros Jorge Teixeira e Manoa – foto divulgação

A empresa Hidroverde, que investe na cultura hidropônica de alface, e o Café Apuí foram destaques entre os empreendedores na reunião do Comitê de Apoio ao Desenvolvimento do Agronegócio, na Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

Há 16 anos em atividade, a Hidroverde apresentou os bons resultados no plantio da hortaliça em Manaus. “Somos autossuficientes no fornecimento da alface para o mercado local”, revelou o proprietário da empresa, Paulo Hamada, que possui entre seus clientes as cozinhas industriais do Polo Industrial de Manaus (PIM) e redes de supermercados locais.

Segundo Hamada, um dos precursores dessa modalidade de plantio em Manaus, atualmente ele produz 80 mil maços mensais de vários tipos de alface. Estima o empreendedor que haja no mercado local quase 30 produtores da alface hidropônica.

A Hidroverde produz em mais de 30 galpões nos bairros Jorge Teixeira e Manoa. De acordo com o produtor, um galpão de 100 metros quadrados por 6,5 metros de largura para cultivo hidropônico tem custo inicial de R$ 25 mil para uma colheita mensal de R$ 3 mil a R$ 3,5 mil maços. Como instituições parceiras, o empresário cita a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e o Banco da Amazônia.

A hidroponia é um método diferente do plantio no solo, o cultivo é feito na água e com tubulações adequadas, de acordo com a área reservada para a produção. Paulo Hamada ressalta que há muitas hortaliças que poderiam ser plantadas com essa técnica, como o cheiro-verde, rúcula, salsa e agrião.

Para o empresário, um dos benefícios é a safra contínua de produção, porque independe do clima regional e sazonalidade dos rios, pois o plantio é feito em áreas cobertas, além de possuir melhor logística de colheita.

Café

A empresa Café Apuí, desde 2008, cultiva o fruto no município de Apuí (a 408 quilômetros de Manaus). “Iniciamos com plantação em pequena escala. Já triplicamos a produção de café de nove sacas de café por hectare para 20, mas ainda temos dificuldade em comercializar nosso produto, que é 100% natural, orgânico, regional e totalmente amazônico”, afirmou o gerente comercial, Jonatas Machado.

Ele revela que a falta de estabilidade do mercado orgânico local é um dos agravantes do agronegócio de café, além do escasso incentivo. Quanto à parceria, o representante comercial acredita que a inciativa do comitê irá contribuir para melhor colocação do Café Apuí no mercado, tendo uma rede de contatos que pode ser transformada numa base de parceria sólida.

“O Comitê do Agronegócio é uma iniciativa importante para os produtores regionais que estavam carentes de uma representação forte que pudesse ouvir e atender nossas prioridades”, falou Machado.

Jornal EM TEMPO

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