Economia

Empresas amazonenses ‘conquistam’ o exterior

Fabricante de aguardente, José Augusto da Silva Cabral participa de missões empresariais para adquirir conhecimento e buscar mercado – Janaílton Falcão

As missões empresariais realizadas pela indústria amazonense, nos últimos anos, têm aberto “as portas” para empresas locais no mercado internacional.

Só no ano passado, essas prospecções comerciais movimentaram mais de U$S 500 mil (aproximadamente R$ 1,6 milhão) e ajudaram a fechar, pelo menos, sete negócios entre empresários amazonenses e investidores internacionais, segundo dados do Centro Internacional de Negócios do Amazonas (CIN-AM), da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

Apenas para o primeiro semestre deste ano, a Fieam prevê que empresários do Amazonas participarão de 15 missões voltadas para todos os setores da economia.

De acordo com o gerente- executivo do CIN-AM, Marcelo Lima, para os empresários terem a oportunidade de um bom negócio, a alternativa é investir em eventos e missões que possam proporcionar futuras parcerias, aprimoramento de tendências, inovações e acesso a informações. “A meta é prospectar negócios e, quando se tratar de missões empresariais, vão fazer rodadas de negócios e visitas naquelas empresas que pretendem mostrar o seu produto”, conta o gerente.

Marcelo Lima explica, ainda, que, para participar dos eventos, as empresas recebem um convite por meio de e-mail, e a partir daí, têm que manifestar interesse.

O gerente do CIN-AM informa que a dificuldade encontrada pelos investidores do Amazonas vem por meio dos custos das passagens e hospedagem, que ficam por conta do empresário.
Segundo Marcelo Lima, já em março deste ano, a Fieam levará empresários para a Expocomer, no Panamá. Conforme ele, em abril, haverá a feira de Hannover, na Alemanha, e a
Canton Fair, na China.

Bolos

O empresário Jorge Neves, proprietário da empresa Sabores Tradição, que trabalha com uma linha de produção de bolos amazônicos, afirma que participou de vários eventos, ano passado. Segundo ele, as missões empresariais trouxeram para sua empresa a possibilidade de preparar o negócio para a exportação, algo que deve iniciar somente daqui a um ano.

Neves explicou que tem como linha de exportação todo o mercado Europeu, porém, ele não descarta a possibilidade de participar de novas missões em outros continentes. “Aprendemos nessas missões empresariais que o nosso produto pode ou não estar adequado para determinado mercado, pois existem normas e temos que conhecer tudo, por este motivo, é importante participar dessas missões”, enfatiza o microempresário.

Henderson Martins
EM TEMPO

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