Economia

Empresários e sindicalistas fazem questionamentos sobre o futuro econômico do AM no governo Temer

Setor comercial tem sentido o forte impacto da crise política e econômica que atinge o país, cuja população aguarda um desfecho e uma nova abertura para o desenvolvimento - foto: Diego Janatã

Setor comercial tem sentido o forte impacto da crise política e econômica que atinge o país, cuja população aguarda um desfecho e uma nova abertura para o desenvolvimento – foto: Diego Janatã

Com a efetivação de Michel Temer como presidente da República, após o impeachment de Dilma Rousseff, os empresários da indústria e do comércio amazonense esperam que ele consiga negociar com o Congresso Nacional a efetivação de políticas em favor da retomada do crescimento do Polo Industrial de Manaus (PIM) e dos demais setores. A expectativa está concentrada na recuperação do equilíbrio fiscal e nas reformas.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, a indústria espera que o novo governo tenha a disposição necessária para negociar no Congresso Nacional as mudanças que trarão o país de volta ao caminho do crescimento econômico.

Para ele, se faz necessária a efetivação das reformas trabalhistas, previdenciárias e tributárias. “O país precisa restabelecer a sua credibilidade junto aos agentes econômicos, que são essenciais para a retomada do desenvolvimento”, avaliou.

O presidente da presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ataliba Antônio Filho, avaliou que a chegada de Temer cria uma expectativa de tranquilidade para o mercado e favorece o ambiente de negócios. “Uma vez pacificado institucionalmente o país, com essa decisão do impeachment, pressupõe-se que o mercado passa a ter tranquilidade para, de forma gradativa, investir. O cenário cria expectativa tanto para o investidor interno quanto para o externo”, observou.

Apesar da aparente tranquilidade que Michel Temer ganha agora efetivado, o presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon- AM), Nelson Azevedo, apontou a preocupação com um possível recado do Senado ao dividir a votação em duas, entre as quais, na segunda, os senadores decidiram por não tirar os direitos políticos de Dilma Rousseff por oito anos, a exemplo do que ocorreu com Fernando Collor de Mello, em 1992.

Azevedo disse que o resultado da segunda votação mostrou uma divisão dentro do PMDB, de Michel Temer. “O fato é que parece um recado do Legislativo ao novo presidente. Não tem nenhum governador ou prefeito que consiga fazer uma administração com harmonia se não contar com apoio do legislativo”, salientou.

Preocupação

Enquanto para os empresários a decisão gera certa tranquilidade, para o trabalhador, a efetivação de Temer no comando do país causa temor em relação aos direitos conquistados.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Plástico do Amazonas (Sindplast-AM), Francisco Brito, apontou que a mudança causa temor, a começar pela reforma da Previdência e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), colocada na pauta pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “Querem ampliar as horas trabalhadas de 44 semanais para 60, o fim do 13º salário e férias sem remuneração. Será um retrocesso. Mas nós vamos para rua assim que começar a pauta bomba. Vamos divulgar o nome dos deputados e senadores que traíram a sociedade nesse golpe e quando das aprovações dessas reformas contra os trabalhadores”, afirmou Brito.

Por Emerson Quaresma

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