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Empresários do comércio de Manaus tentam sensibilizar deputados sobre impactos com o aumento do ICMS

O grupo se fez ouvir em uma cessão de tempo requerida pelos deputados Alessandra Campelo (PCdoB), José Ricardo (PT) e Luiz Castro (Rede) - foto: divulgação

O grupo se fez ouvir em uma cessão de tempo requerida pelos deputados Alessandra Campelo (PCdoB), José Ricardo (PT) e Luiz Castro (Rede) – foto: divulgação

Um grupo de aproximadamente 60 empresários do comércio de Manaus foi à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), na manhã desta quarta-feira (21), tentar sensibilizar os deputados sobre os impactos do projeto de lei que aumenta, a partir de janeiro de 2016, de 17% para 18%, a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS).

Eles integram o movimento “Mais Amazonas, Menos Impostos”, surgido no dia 9 de outubro, a partir da preocupação de lojistas com os efeitos negativos que a média vai trazer ao comércio e à economia local como um todo, e da necessidade de buscar novos caminhos para o desenvolvimento do setor.

O grupo, que ocupou as galerias do plenário, se fez ouvir em uma cessão de tempo requerida pelos deputados Alessandra Campelo (PCdoB), José Ricardo (PT) e Luiz Castro (Rede), e argumentou sobre os prejuízos causados pela medida aprovada pelo governo do Estado neste mês de outubro, sobretudo na geração de empregos.

“Nesse cenário de crise nacional e com a crise que há algum tempo afeta a indústria local, o setor comercial já vem sendo bastante penalizado. A redução de quadros já é uma realidade e esse aumento de 1%, embora pareça pequeno, afeta todos os tipos de serviços  e mercadorias em efeito cascata, significando um aumento de 6,75% no custo dos produtos para o consumidor final”, argumentou o empresário Renner Cardoso, porta-voz do movimento.

O empresariado local garante que, devido à crise econômica, já há uma previsão mínima de contração temporária para as festas de fim de ano e que muitos talvez nem contratem, havendo pouca possibilidade de absorção dessa mão de obra. Outros estão tendo de reduzir custos com limpeza, segurança e outros serviços para não demitir funcionários, por isso, esse aumento de 1% no ICMS vai onerar ainda amais esses gastos, comprometendo tanto a empregabilidade como a saúde financeira de muitas empresas.

Apoio

A deputada Alessandra Campelo disse que apoia os empresários do comércio- um dos setores que amis emprega no Amazonas -, e argumenta que aumentar impostos não é a solução para os problemas da crise, que só retrai a economia, visto que as pessoas deixam de consumir devido ao aumento de preços. “Ao não consumir, as pessoas deixam de gerar impostos e isso faz com que piore ainda mais a situação econômica do Estado”.

Luiz Castro também se posicionou a favor dos comerciantes e disse que a cobrança de impostos não condiz com a qualidade do serviço público. “Entendo que a carga tributária já é muito onerosa em relação à má qualidade dos serviços públicos prestados para a população brasileira. Nossa legislação dificulta e burocratiza os negócios e não condiz com um país que pretende alçar a condição de potência econômica e social”, afirmou.

Já o deputado José Ricardo enfatizou que “o momento é inoportuno para ampliar a alíquota de impostos ou criar novos impostos. Em vez de aumentar o ICMS, deveríamos trabalhar para ver o que está acontecendo na base de arrecadação”, disse.

Por equipe EM TEMPO Online

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