Economia

Empresários cobram ação da Justiça sobre auditores

Categoria quer com lentidão sobre os contêineres pressionar o governo federal a articular melhor forma de garantir reajuste ainda em agosto - foto: Ione Moreno

Categoria quer com lentidão sobre os contêineres pressionar o governo federal a articular melhor forma de garantir reajuste ainda em agosto – foto: Ione Moreno

O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam) aguarda mais celeridade da Justiça com o andamento da ação que o órgão moveu contra o Sindicato dos Auditores Fiscais no Amazonas (Sindifisco), para que a mobilização da categoria não resulte em mais prejuízos para a economia local.

A categoria anunciou na última sexta-feira (30) que vai intensificar a operação padrão, nas terças e quintas-feiras, e reduzir ainda mais o serviço de triagens de mercadorias. Eles buscam pressionar o governo federal para que articule melhor forma de garantir o reajuste, ainda em agosto.

Logo após o Sindifisco anunciar a mobilização no dia 14 de julho, já na semana seguinte, os associados do Fieam realizaram uma reunião extraordinária e decidiram entrar com uma ação no Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), exigindo a liberação dos contêineres.

O vice-presidente do Fieam, Nelson Azevedo, falou que o processo aberto no MPE-AM, busca evitar maiores prejuízos por conta da paralisação e entidade aguarda urgência no andamento do processo. “Essa ação é para liberarem as mercadorias ou então pelo menos não deixarem a liberação tão lenta.  Afinal de contas fica aquela operação padrão, que acaba não liberando nada”, comenta o Azevedo.

“Esse é um momento realmente para tentar de qualquer forma, embora reconheça o direito de greve do trabalhador, mas agora era um momento para tentar liberar mercadoria principalmente dos associados do Centro da Industria”, finalizou o vice-presidente da Fieam.

A mobilização dos auditores começou no último dia 14 de julho e na última sexta (30), anunciaram que iam estender a paralisação parcial até que o Governo atenda às exigências pedida em um Projeto de Lei enviado ao Congresso Nacional na semana passada.

O presidente da Federação do Comercio no Amazonas (Fecomercio-AM) José Roberto Trados, explica que os prejuízos são para todos. “Na medida que não se repõe os estoques os títulos começam a vencer sem o empresário girar essa mercadoria, causando um prejuízo e quem acaba pagando a conta mais cara é o consumidor final”, disse o presidente.

Segundo Trados, enquanto o Governo não responder a demanda, por conta de ainda estar em tratativas, os auditores poderiam postergar a mobilização até o caso de o Governo que não iria atender. “Os mecanismos de greve podem até ser legal, mas tem que olhar com bastante responsabilidade.

José Roberto disse ainda que nesse momento o máximo que o Fecomercio pode fazer é pedir a retirada das mercadorias pelas próprias empresas, alegando prejuízos, nada além disso. “Temos que levar ainda esse assunto à reunião do conselho para que se tome ainda alguma atitude. Mas ainda não sabemos que tipo de atitude tomar contra os fiscais, porque o assunto é com o Governo do Estado diretamente”, disse o empresário.

No dia 25 de julho o Sindifisco nacional enviou um Projeto de Lei ao Congresso Nacional cobrando o cumprimento do acordo de reajuste salarial de 21% com o Governo. Porém, o documento não foi homologado em regime de urgência e em forma de medida provisória, como queria a categoria. O que acarretou em intensificações na paralisação das operações para pressionar o Governo e fazer o processo andar mais rápido.

Por Joandres Xavier

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