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Empresários amazonenses apostam em marketing para ‘driblar’ crise

Diretor da Varanda Publicidade disse que principal “remédio para a crise” é o pensamento estratégico. Para ele, as soluções estão dentro dos próprios empreendimentos - foto: Ione Moreno

Diretor da Varanda Publicidade disse que principal “remédio para a crise” é o pensamento estratégico. Para ele, as soluções estão dentro dos próprios empreendimentos – foto: Márcio Melo

A crise econômica no Brasil tem sido um dos principais temas levantados pela sociedade atualmente. Nesse cenário, diversas empresas tiveram seus resultados abalados e sentiram os efeitos negativos em seus negócios.

Apesar de algumas afirmarem que o momento é de “aperto”, outras possuem uma visão mais ampla e otimista em relação às oportunidades e não atribuem a questão de cortes à crise em si.

O resultado para que as grandes empresas não sintam efeitos catastróficos em relação à crise acontece a partir do trabalho de marketing realizado com qualidade, afinal, quem não é visto, não é lembrado.

De acordo com o diretor de criação e mídia da empresa Varanda Publicidade e Live Marketing, Rodrigo Motta, o principal remédio para “doenças” relacionadas à tão falada crise é o pensamento de forma estratégica.

Segundo ele, quando se enxerga a situação é possível encontrar a solução dentro do mercado. “A agência como um todo procurou se reinventar, diversificar. Então, abrimos frentes no nosso mercado para que encontrássemos oportunidades não somente aqui como fora”, disse.

Quando não se há retorno em resultados, a ideia de enxugar custos é muito importante e, nesse momento de alerta, em algumas empresas é possível perceber que as áreas de marketing são uma das primeiras e mais afetadas.

Redução de gastos com energia elétrica, telefonia e água estão entre as decisões mais tomadas, além de cortes no quadro de funcionários.

“Precisamos estudar o nosso cliente. Eles sabem a situação que estão vivendo, mas a gente mostra que diversificar e tentar encontrar alternativas para atingir o público e passar a mensagem que ele precisa passar é estratégico”, ressaltou Motta.

Segundo ele, é preciso entender porque as áreas do setor da propaganda são, na maioria das vezes, as primeiras a serem atingidas com o conflito econômico dentro de uma empresa.

Para o sócio proprietário da empresa de publicidade R2 Comunicação, Renato Bagre, isso se dá por conta da visão da própria empresa. Muitas delas têm uma perspectiva de que seja apenas uma área de apoio e que vai trazer pequenos resultados, além de gerarem grandes despesas.

“O mercado publicitário amazonense é um mercado em construção, porque alguns clientes estão entendendo que em tempos de crise, o primeiro que tem que sair não é o marketing. Quando as pessoas pensam em fazer cortes, elas pensam em acabar com a propaganda, só que elas esquecem que a propaganda é uma das ferramentas mais importantes do marketing e a solução frente a tudo isso é não temer, mas, sim, enfrentar com soluções criativas, sempre se reinventando”, informou o empresário.

Bagre reconheceu que o mercado nem sempre é bom para todos, mas o diferencial é o principal responsável por impulsionar a qualidade dos serviços prestado. “Se você consegue encontrar soluções em um mercado de crise, em outras épocas mais flexíveis você estará à frente. Sempre digo: marinheiro bom não se faz em mar calmo, se faz em mar revolto. As pequenas empresas estão chegando onde as grandes estão saindo”, disse.

O formato de como uma área do marketing trabalha e se dispõe, atinge o modo como ela é vista dentro do empreendimento e os resultados que o marketing proporciona influenciam ainda mais a percepção da empresa sobre a sua função.

Segundo o diretor de approach da agência de publicidade The White, Rafael Marinho, o marketing de uma empresa é um dos setores indispensáveis, pois é quem trata de assuntos diretamente com o cliente. “Trabalhamos com a comunicação do cliente, porque precisamos entender qual a necessidade dele e como fazer para supri-las, apresentando resultados satisfatórios e de qualidade sempre”, disse.

Para ele, empresas que se prendem a fórmulas de sucesso são fadadas a viver um tempo curto de mercado, empresas que buscam inovar tendem a prosperar e se sobressair.

Por Luis Henrique Oliveira

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