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Empresa precisará de 15 dias para ‘desencalhar’ correspondências acumuladas com a greve

Para o presidente do sindicato, correspondências acumularam por falta de profissionais – foto: divulgação

Para o presidente do sindicato, correspondências acumularam por falta de profissionais – foto: divulgação

Para “desencalhar” o número de correspondências e unidades postais – um total de um milhão – acumulado em 11 dias de greve, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) deverá precisar de, pelo menos, 15 dias de trabalhos intensificados, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Amazonas (Sintect-AM), Carlos Silva.

Em nota, a empresa esclareceu que renova o compromisso com a sociedade amazonense e vai enviar todos os esforços para recuperar e manter a regularidade na distribuição de objetos postais no menor espaço de tempo possível.

A categoria suspendeu a greve da última segunda-feira (3) e, de acordo com os Correios, 100%  dos funcionários já estão trabalhando normalmente desde ontem (4).

A empresa informou, ainda, que atendeu à pauta de reivindicações da categoria com destaque para realização do concurso público neste ano, contratação emergencial de mão-de-obra temporária (40 terceirizados), compensação dos dias parados e entrega da carga acumulada.

Silva informou também que 85% das reivindicações da categoria foram atendidas e implica na contratação de novos servidores. Ele afirmou que a iniciativa de deflagrar uma greve partiu dos próprios trabalhadores da empresa. “Reivindicamos a contratação de mais mão-obra de forma emergencial e a realização de concurso público em critério emergencial” afirmou.

De acordo com o sindicalista, somada à greve, a quantidade de um milhão de correspondências acumulada é reflexo da ausência de trabalhadores na área operacional dos Correios. “O resultado da falta de trabalhadores na área operacional são centros de distribuição lotados de correspondências, atraso na entrega e a insatisfação dos clientes, que estão tendo de sair de casa para buscar as faturas nos correios”, ressaltou o presidente do Sintect-AM.

“A empresa não realiza um concurso para a contratação de novos funcionários há 4 anos. É muito pesado 30 servidores trabalharem por 50, tem de haver contratação. A empresa não contrata e, mesmo assim, pede dos funcionários mais agilidade e qualidade”, comentou.s prejudicados com a greve

Entre os prejudicados com o atraso na entrega de correspondências está a revendedora de cosméticos, Cintia Silva da Costa, 33. Segundo ela, a greve dos Correios prejudicou o trabalho dela e o pagamento de algumas contas. “Eu entendo que os funcionários precisam de melhores condições para trabalhar, mas atrapalhou um pouco. Eu me virei durante esse tempo, eu mesmo ia até a agência retirar minha correspondência, precisei fazer isso porque sou revendedora e tinha produtos para entregar”, afirmou.

No período em que estavam paralisados os funcionários e sindicato afirmavam que trabalham em condição subumana para superar o déficit de mais 250 carteiros, que saíram da empresa no período de 4 anos, só na cidade de Manaus. De acordo com o sindicato, nesse período de tempo a empresa não realizou nenhum concurso para a contratação de novos funcionários. As principais reclamações feita pelo presidente do Sintect-AM no período da greve foi a falta de contratação de funcionários.

Por Asafe Augusto

 

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