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Empresa assaltada no Ceará é autuada por armazenar armas sem licença

A transportadora assaltada na manhã desta segunda-feira (14) ,em Fortaleza, de onde foram levadas 77 armas e 12.300 munições, não tinha autorização para armazenar esse tipo de material.

A informação é do Serviço de Fiscalização de Produtos da 10ª Região Militar, que autuou o estabelecimento pela ausência do documento. A equipe do serviço foi ao local do assalto para verificar a situação da empresa no que se refere ao trato com armamentos e munições.

Segundo o delegado Raphael Vilarinho, titular da Delegacia de Roubos e Furtos, a carga teria como destino pessoas jurídicas (lojas de armas, por exemplo) e clubes de tiro. O Exército verificou que a transportadora possuía Guia de Tráfego, documento que autoriza o transporte das armas e das munições, mas não a autorização para armazenamento. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, a carga teria permanecido no depósito da empresa desde a última sexta-feira (11) até hoje, quando seria entregue.

O assalto, conforme Vilarinho, envolveu quatro homens, que renderam os funcionários no local por volta das 7h30. Entre as armas roubadas, ele informa que havia pistolas 380 e revólveres calibre 38. O grupo fugiu em um carro levando também o HD que continha as imagens do sistema de monitoramento da transportadora.

De acordo com o delegado, a Polícia Civil identificou que um dos suspeitos de integrar a quadrilha seria um foragido da Justiça. A corporação também levanta a possibilidade de os homens terem recebido informações precisas sobre a carga de armas e munições. “Com certeza, eles tinham alguma informação privilegiada, mas não sabemos ainda de onde a receberam. Eles foram somente para buscar os armamentos.”

Além de emitir a autuação, o Serviço de Fiscalização de Produtos da 10ª Região Militar apreendeu o material remanescente da carga de armas e munições e o conduziu para uma Organização Militar do Exército Brasileiro. Os itens serão mantidos sob responsabilidade do Exército até a decisão final do processo administrativo a que o estabelecimento vai responder devido à infração.

Por telefone, uma funcionária da transportadora informou que a empresa não se pronuncia sobre qualquer assunto relativo ao assalto.

 

Por Agência Brasil

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