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Embaixador da Argentina defende acordo entre Mercosul e União Europeia

Ministros da Saúde de países sul-americanos (Arthur Chioro ao microfone) discutem com a diretora da Opas, Carissa Etienne, estratégias para baratear o acesso a medicamentos - Agência Brasil

Agência Brasil

O secretário de Relações Econômicas Internacionais da chancelaria argentina, embaixador Carlos Bianco, disse nesta quinta-feira (16) que a Argentina tem interesse em avançar no acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE), desde que o bloco europeu respeite as condições de tratamento diferenciado para os países sul-americanos.

Bianco participa da 48ª cúpula do bloco, que ocorre nesta quinta-feira (16) e sexta-feira (17), em Brasília.

De acordo com o embaixador, a Argentina defende o avanço do acordo com União Europeia, desde que respeitadas as condições de tratamento especial diferenciado para os países do Mercosul, que são de menor desenvolvimento relativo em relação à União Europeia.

Segundo ele, o tratamento diferenciado determina premissas e condições que o Mercosul já apresentou. “Somente se essas condições forem cumpridas é que as negociações avançarão no acordo. Como disse o chanceler [Héctor] Timmerman, se o acordo colocar em perigo um posto de trabalho a Argentina não está disposta a avançar”, afirmou Bianco.

O secretário descartou a negociação do acordo comercial com o bloco europeu fora do âmbito do Mercosul. “Todos queremos paticipar com uma oferta única e em conjunto negociar com a União Europeia. Ninguém, em nenhum momento, falou em flexibilizar o Mercosul ou em ter posturas individuais”.

Para Carlos Bianco, a negociação entre os dois lados só começará quando houver troca de ofertas comerciais com a lista de produtos que poderão ter tarifa zerada. A apresentação das ofertas deverá ocorrer no último trimestre deste ano.

“Já informamos à União Europeia que estamos com nossa oferta pronta. A negociação vai começar quando a União Europeia tiver condições de mostrar sua oferta. Há um ano estamos esperando avançar nessa negociação”, explicou o embaixador.

Na 2ª Cúpula entre a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União Europeia, em junho, na Bélgica, a presidenta Dilma Rousseff defendeu a relação do Brasil com a Argentina, que era considerada a principal opositora do acordo com a UE dentro do Mercosul, e negou que o governo brasileiro tivesse “perdido a paciência” com o país vizinho.

Ao discursar após a reunião da manhã entre chanceleres dos estados-partes do Mercosul, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que a proximidade e o diálogo franco entre os países que integram o bloco econômico são conquistas que devem ser protegidas e valorizadas.

“Essa proximidade e esse diálogo franco são conquistas históricas ainda recentes, mas que devemos valorizar e proteger”, acrescentou.

Segundo Vieira, a integração regional fortalece a capacidade dos países do Mercosul, de modo que eles alcancem resultados favoráveis. O ministro esclareceu que os integrantes do bloco estão dispostos a caminhar juntos. Vieira também destacou o reconhecimento da região como livre de conflitos e aberta ao diálogo.

 

Por Agência Brasil

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