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Em visita à Cidade das Luzes, arcebispo diz que vai interceder pelas famílias que moram na invasão

Dom Sergio Castriani falou que levará todas as reivindicações dos moradores à Defensoria Pública do Estado - foto: Michelle Freitas

Dom Sergio Castriani falou que levará todas as reivindicações dos moradores à Defensoria Pública do Estado – foto: Michelle Freitas

O arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani, realizou uma celebração na manhã desta quarta-feira (9) na comunidade Cidade das Luzes, localizada no ramal da Anaconda, bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

Durante a celebração, o religioso conversou com os moradores da comunidade sobre a reintegração de posse que está marcada para ser realizada nesta quinta-feira (10). Dom Sergio Castriani falou que levará todas as reivindicações dos moradores à Defensoria Pública do Estado.

“Aqui tem pessoas trabalhadoras, que querem um lugar para morar. Acredito que a lei tem que ser cumprida sim, mas que seja de forma correta, levando em conta os direitos humanos das pessoas. Mais de 5 mil famílias moram nessa comunidade, nem todos são bandidos como a polícia divulga”, disse o arcebispo.

O deputado estadual José Ricardo (PT) acompanhou a celebração e, segundo ele, um dos objetivos da ação é tentar sensibilizar a prefeitura, para que o órgão peça, através da procuradoria, a suspenção da reintegração até que se faça um levantamento exato das famílias que vivem na comunidade, para ver quem realmente precisa, para depois ver um destino para essas famílias.

Ainda segundo o deputado, nesta quinta-feira (10), dia marcado para a reintegração de posse, se comemora também o dia dos direitos humanos e seria uma desvalorização retirar essas famílias, justamente nessa data.

“Essas famílias não podem ser retiradas de suas casas, justamente no dia que se comemora os direitos humanos. De alguma forma temos que sensibilizar a prefeitura e o governo do Estado para que essa ação seja suspensa”, comentou o José Ricardo.

Durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã dessa quarta-feira (8) na sede da Defensoria Pública, no Centro de Manaus, o defensor público Carlos Almeida Filho falou que ação de reiteração pode ser novamente suspensa.

Conforme o defensor, o órgão vai buscar o poder Judiciário para que a ação civil seja novamente interrompida por constatar irregularidades no processo. O documento está em trâmite na Vara do Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa).

A primeira tentativa de retirada das mais de 5 mil famílias do terreno, no último dia 24 de novembro, acarretou em diversos prejuízos, segundo informou o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes. Na ocasião, a ação mobilizou aproximadamente 700 homens, além de helicópteros e viaturas.

Por Mara Magalhães

Com informações de Michelle Freitas

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