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Em véspera de duelo decisivo, Nacional volta a treinar com portões fechados para a série D do Brasileiro

Ano passado, após a primeira derrota na Série D do Campeonato Brasileiro, na terceira rodada, para o Rio Branco-AC, quando ainda era comandado pelo técnico Aderbal Lana, o Nacional resolveu treinar com o portão do CT Barbosa Filho fechado para torcida e imprensa. Na ocasião, o objetivo, segundo o presidente do clube, Mário Cortez, era deixar o elenco focado para o duelo frente ao Remo dez dias depois. Resultado: os paraenses venceram por 1 a 0 e afundaram os amazonenses numa crise que culminou com a eliminação do certame naquela temporada.

Agora, às vésperas de um novo confronto decisivo pela Série D, diante do Atlético-AC, a estratégia volta a ser adotada no Leão da Vila Municipal. Ontem (7), os comandados do técnico Vagner Benazzi participaram de treino coletivo sem a presença da imprensa. O mesmo deve acontecer nesta sexta-feira (8).

De acordo com o goleiro Tom, a ideia de treinar com portões fechados deve ter partido do técnico nacionalino, e pode servir para surpreender o adversário. “Isso deve ser uma opção do treinador em não revelar o nosso time, para ter mais tranquilidade para poder trabalhar e não dar chance para o adversário ter opções de montar qualquer tipo de estratégia em cima de posicionamento do nosso time”, disse.

Titular em todas as partidas do Nacional nesta Série D, o volante Tiaguinho partilha da opinião do companheiro. Para ele, treino sem a presença da imprensa deixa de “municiar” o adversário com informações sobre a maneira de jogar da equipe. “É bom, porque a gente não mostra como vai jogar, dá pra surpreender o adversário. Nos últimos jogos eles já sabiam nossa escalação e tudo. Está certo o que o professor está fazendo, esconder ao máximo”, opinou.

Questionado sobre a opção de treinar com portões fechados, Benazzi demonstrou certa irritação e afirmou que a decisão não foi sua. “Não fechei nada, deve ter sido ordem da diretoria. Se colocar meu nome aí, vou apelar”, brincou.

O PÓDIO procurou o presidente do clube, Mário Cortez, para saber os motivos pelos quais o treinamento não foi aberto à imprensa e ouviu a seguinte resposta do dirigente: “Liga para Carlos (Souza) que ele vai te explicar”.

A justificativa dada pelo diretor de futebol do Naça não foi muito diferente daquela dada por Cortez ano passado: a ideia é “preservar e dar privacidade” aos trabalhos que antecedem o duelo com os acreanos.

No domingo (10), às 18h (de Manaus), o torcedor nacionalino saberá se tamanho mistério surtirá efeito. Com cinco pontos ganhos, o Leão poderá encaminhar sua vaga ao mata-mata da Série D em casa de vitória frente ao Atlético, equipe líder do grupo A1 e chegar à última rodada em condições de passar como primeiro colocado. O jogo será disputado no estádio Florestão, em Rio Branco (AC).

Por André Tobias e assessoria

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