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Em todo Brasil, Grito dos Excluídos deste ano faz crítica ao capitalismo

Com o lema ‘Este Sistema é Insuportável: Exclui, Degrada, Mata’, baseado em um discurso feito pelo Papa Francisco na Bolívia, o tradicional Grito dos Excluídos, este ano, critica o sistema capitalista. O evento ocorreu em todo o país, no decorrer de toda esta quarta-feira (7), sendo organizado por movimentos sociais e pelas pastorais católicas.

No Recife, a concentração iniciou às 9h e uniu a tradicional pauta de demandas por direitos sociais, respeito aos direitos humanos e reformas estruturais ao pedido da saída do presidente Michel Temer do poder e a críticas às mudanças defendidas publicamente pelo atual governo federal.

Em Pernambuco, o Grito é organizado pelo Fórum Dom Hélder Câmara, que reúne movimentos sociais e pastorais católicas. São cerca de 25 entidades, muitas delas congregações de outros grupos menores. Sandra Gomes, representante do Fórum, explica os motivos do grupo ter se posicionado contra o atual presidente. “Nós consideramos que não há impeachment, há golpe. E vamos combatê-lo nas ruas. É um governo que só espera um momento para acabar com a classe trabalhadora. Não vemos perspectiva de melhora com o governo Temer. Ao contrário, vamos perder direitos sociais”, argumentou.

Na capital de São Paulo, os participantes do ato se concentraram na Praça da Sé e depois seguiram em passeata pelas ruas do centro até a Igreja Nossa Senhora da Paz, no bairro do Glicério, onde funciona também como um abrigo para imigrantes refugiados.

De acordo com o responsável pelo Grito em São Paulo, o coordenador da pastoral, Paulo Pedrini, dentro do tema nacional foram desenvolvidos alguns assuntos secundários, mas que se incluem no eixo do ato e que expressam a realidade de São Paulo, como “por exemplo, a situação dos moradores de rua, do transporte público, saúde pública e ausência de moradia”.

A marcha foi pacífica e não houve incidentes. Em alguns momentos, os participantes gritaram palavras de ordem contra o governo de Temer.

A marcha do Grito dos Excluídos em Porto Alegre partiu da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que desde segunda-feira (5) está ocupada por camponeses do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Por volta das 9h30, os militantes saíram em caminhada pela Avenida Loureiro da Silva, acompanhados por policiais da Brigada Militar (BM). A maioria dos participantes era composta por integrantes do MST. A marcha foi composta, também, por membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e por movimentos negros, feministas e de pessoas LGBT. Representantes dos bancários, que estão em greve nacional desde ontem, também acompanharam a caminhada.

Durante o percurso, os militantes carregaram cartazes e entoavam gritos de ordem que pediam a saída do presidente Michel Temer.

No Rio de Janeiro, o Grito ganhou novos lemas e bandeiras com a adesão de grupos contra o impeachment. O ato, que já está na sua 22ª edição, ocupou cerca de um quilômetro de uma das pistas da Avenida Presidente Vargas, e a marcha percorreu cerca de dois quilômetros até a Praça Mauá. Policiais militares acompanharam todo o trajeto. Após quatro horas, o ato terminou sem confrontos nem casos de violência.

Manifestantes levaram bandeiras e cartazes com frases como “Fora, Temer! e “Não ao Golpe”. Grupos pediam novas eleições, alguns eleições gerais, outros a revolução e o voto nulo.

Por Agência Brasil

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