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Em São Paulo, nível do sistema Cantareira volta a recuar e atinge 15,2%

O sistema Cantareira, o maior de São Paulo e em situação mais crítica, voltou a ter recuo em seu armazenamento de água após permanecer estável por quatro dias.

Os níveis dos demais reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo avançaram, com exceção do de Rio Grande, que se manteve estável. O reservatório de Guarapiranga já supera o acúmulo de água esperado para todo o mês de julho.

De acordo com balanço da Sabesp divulgado nesta segunda-feira (6), o manancial recuou 0,1 ponto percentual e opera com 15,2% de capacidade. No último fim de semana, o manancial acumulou 11,7 mm de água. Até agora, o sistema já acumula 15,7 mm -o que corresponde a 31,4% do volume esperado para todo o mês de julho (50 mm).

O Cantareira abastece 5,3 milhões de pessoas na Zona Norte e partes das zonas Leste, Oeste, Central e Sul da capital paulista -eram cerca de 9 milhões antes da crise da água. Essa diferença passou a ser atendida por outros sistemas.

O percentual usado na medição do sistema Canteira tem como base a quantidade de água naquele dia e a capacidade total do reservatório, de 1,3 trilhão de litros e que inclui o volume útil (acima dos níveis de captação) e as duas cotas do volume morto (reserva do fundo das represas, captadas com o auxílio de bombas).

Até então, o índice considerava o volume morto apenas na quantidade disponível, e não na capacidade total -sem ele, o sistema tem capacidade de 1 trilhão de litros de água. Essa é uma das três metodologias que a Sabesp usa atualmente para divulgar o volume do reservatório.

Por Folha Press

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