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Em São Paulo, comunidade judaica faz ato pela paz em Israel

 

O ato aconteceu em em frente ao prédio do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista - foto: ABr

O ato aconteceu em em frente ao prédio do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista – foto: ABr

Dezenas de balões nas cores azul e branco, simbolizando a bandeira de Israel, foram soltos no final da manhã deste domingo (8), em frente ao prédio do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, em manifestação pela paz e contra os atos terroristas no conflito entre judeus e palestinos. Cerca de 250 pessoas participaram do ato, segundo a Polícia Militar. Os organizadores estimam em 1mil participantes.

Durante o ato, que ocorreu simultaneamente em Porto Alegre, Belém, no Recife, em Fortaleza e em Natal, foram entoados, além dos hinos do Brasil e de Israel, canções folclóricas em hebraico, além de apresentações de danças típicas do povo judeu.

“O povo judeu quer paz. Queremos mostrar que temos o direito de nos defender contra os atos terroristas e contra muitas pessoas que tem o antissemitismo dentro do coração”, disse um dos participantes do ato, o guia de turismo, Adi Zegman, de 42 anos.

Um dos coordenadores do ato, Persio Beier, presidente da Juventude Judaico Organizada, disse que a manifestação teve o objetivo de mostrar que a comunidade judaica tem orgulho de sua origem. Ele queixou-se da cobertura que a mídia faz dos conflitos, defendendo que o tema deve ser tratado com cuidado para que não haja interpretações tendenciosas.

”O Brasil não pode importar o conflito para cá. Vivemos muito em harmonia e paz com todos os povos e a partir do momento em que a mídia gera notícia tendenciosa, gera uma formação de opinião errada, incitando a raiva e implicando em agressões aos judeus nas ruas”.

Em discurso, Beier destacou que “violência gera violência” e que não é condenável as ações nas quais são assassinados cidadãos em Israel e que tanto o povo judeu quanto os palestinos merecem viver em paz.

“A nossa expectativa é de atingir a paz”, disse Silvia Lerner, de 76 anos, brasileira com origem alemã e que participou do ato.

No decorrer da manifestação, um ciclista passou e gritou: “Além de invadir a Palestina. Vem invadir a Paulista”. Ele foi vaiado pelos manifestantes. O ciclista passou rapidamente e desapareceu entre outros que passeavam de bicicleta fora da faixa exclusiva.

Palestina

Na última sexta-feira (6), a comunidade palestina de São Paulo fez uma manifestação pedindo o fim de ações violentas do Exército de Israel contra o povo palestino. Eles reivindicaram também a libertação e a repatriação do brasileiro-palestino Islam Hamed, preso no último dia 24, pelo Exército israelense.

Por Agência Brasil

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