Política

Em reunião com ministro, Arthur cobra recursos para o sistema de saúde

Prefeito participou de reunião com o ministro da Saúde, Arthur Chioro (no centro), sobre recursos – foto: divulgação

Prefeito participou de reunião com o ministro da Saúde, Arthur Chioro (no centro), sobre recursos – foto: divulgação

A solução para o aumento dos serviços na Saúde e a queda nos repasses financeiros do governo federal aos municípios foram discutidos em reunião entre o ministro da Saúde, Arthur Chioro, e representantes da Frente Nacional dos Municípios (FNP), na manhã de ontem, em Brasília. Do Amazonas, o único representante na reunião foi o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB).

A proposta do encontro era buscar uma forma de resolver o desequilíbrio entre gastos municipais com a Saúde e os repasses do governo federal. Todo o grupo se posicionou claramente contra a criação de um novo meio para financiar a saúde, aos moldes do antigo imposto de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Segundo Arthur Neto, ficou decidida a criação de um espaço para o grupo continuar com os debates. “Tivemos uma boa conversa, de onde surgiu a ideia de se montar uma mesa interfederativa para que possamos encontrar uma solução para o financiamento da Saúde, que seja boa para todos os lados, uma vez que os recursos diminuíram, e há muito tempo não acompanham o crescimento dos serviços de Saúde oferecidos pelo nosso município”, disse o prefeito.

O tucano explicou que entre 2012 e 2013, os municípios aumentaram sua participação com gasto público em Saúde de 21,2% para 28,9%, e no mesmo período, a União retraiu sua participação de 58,6% para 45,8%.

CPMF
Durante o encontro, o prefeito lembrou que, quando senador, foi um dos responsáveis por derrubar o imposto de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), e disse que a reprovação tanto de oposição quanto da situação a uma possível volta do tributo prova que isso é coisa do passado.

“Não poderíamos concordar com a volta da CPMF, que encarecia todos os produtos porque incidia sobre todas as etapas do processo produtivo. Concordamos que era assunto encerrado e concordamos mais ainda que é preciso encontrar outra saída longe desse tipo de contribuição (CPMF), para resolvermos o problema”, concluiu.

A comissão de prefeitos da FNP que participou da reunião teve a presença também dos dirigentes Manguito Vilela, de Aparecida de Goiânia (GO) e de Márcio Lacerda, de Belo Horizonte, que é presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Por Joandres Xavier

*Com informações da Semcom

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