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Em protesto, médicos de urgência denunciam estar há três meses sem receber do Estado

O ato teve o objetivo de chamar a atenção das autoridades e também da população para os problemas que a classe vem enfrentando - foto: Cecília Siqueira

O ato teve o objetivo de chamar a atenção das autoridades e também da população para os problemas que a classe vem enfrentando – foto: Cecília Siqueira

Um grupo de médicos das unidades de saúde que atuam em regime de urgência e emergência na capital protestou na manhã desta quarta-feira (7), em frente à sede do governo, na avenida Brasil, Compensa, Zona Oeste de Manaus, contra o atraso em seus pagamentos.

Eles estão reivindicando direitos trabalhistas e alegam que estão sem receber os salários há três meses. A categoria não descarta uma paralização.

“O salário referente ao mês de julho até o dia de hoje ainda não recebemos”, reclamou a médica pediatra Patrícia Fisher.

Conforme os manifestantes, o ato teve o objetivo de chamar a atenção das autoridades e também da população para os problemas que a classe vem enfrentando. “Estamos aqui para alertar à população que o médico é um cidadão honesto, honrado e trabalhador, que salva vidas, mas que também precisa honrar seus compromissos. Além disso, o mais importante é o caos que está se instalando na saúde pública”, desabafou.

“Fizemos a nossa parte, no mês de setembro, praticamente 10% de todos os plantões de urgência e emergência foram reduzidos na parte de cirurgia, ortopedia, clínica e pediatria, mas o governo não fez a parte dele, que é cumprir o acordo e nos pagar em dia. Os pronto- socorros estão lotados. Estamos sem leito de internação, sem leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), falta medicamentos, profissionais e técnicos de enfermagem. O concurso público foi feito, mas ele (o governador) não chama os profissionais e isso reflete diretamente na população”, salientou a médica.

Patrícia ressaltou ainda que aproximadamente três mil médicos, além dos técnicos e anestesistas, estão na mesma situação dos vencimentos atrasados, e que caso a situação não se regularize uma paralização não está descartada.

A Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informa que não há registro nas unidades de falta de material e medicamentos, como antibióticos, ou outro item que venha a comprometer o trabalho dos profissionais da saúde. Esclarece, ainda, que a Susam está aberta ao diálogo e que hoje, inclusive, o secretário da pasta, Pedro Elias, conversou com o presidente do Sindicato dos Médicos, Mário Viana.

Em nota a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) informou que “não procede a informação de atraso de três meses para pagamento de cooperativas médicas de urgência e emergência”.

A Sefaz assegurou ainda que “alguns pagamentos não foram realizados no prazo em razão de transição da gestão na Susam, o que atrasou o trâmite burocrático para liberação de recursos” e finalizou informando que “todas as pendências salariais serão regularizadas até a sexta-feira, dia 9 de outubro”.

Por Conceição Melquíades

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