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Em Petrópolis, PM escolta policial suspeito de matar rapaz dentro da própria casa e moradores se revoltam

Moradores ficaram revoltados com a situação e entraram em confronto com os policiais - foto: Arthur Castro

Moradores ficaram revoltados com a situação e entraram em confronto com os policiais – fotos: Arthur Castro

A morte de um rapaz identificado como Anderson Farias Silva, 25, causou um grande tumulto na manhã deste domingo (17), no beco da Paciência, bairro Petrópolis, Zona Sul de Manaus. Um policial militar é suspeito de cometer o crime.

A confusão começou após policiais militares da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) irem ao local para fazer a escolta do policial militar identificado como Ângelo Rodrigues Leite, lotado no Comando de Policiamento do Interior (CPI), que, segundo testemunhas, matou Anderson com um tiro no tórax.

No momento que as viaturas da Rocam entraram no beco, amigos da vítima jogaram pedras nos carros da guarnição. Os policiais revidaram e atiraram três vezes para cima, deixando a população em pânico.

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O crime ocorreu por volta das 4h de hoje, dentro da casa da vítima, localizada no beco Raquel, também no bairro Petrópolis.

De acordo com informações de familiares de Anderson, ele vendia entorpecentes e o policial, que é usuário de drogas, foi até a casa dele para comprar o produto ilícito. Quando chegou ao local, o PM bateu na porta do imóvel e ninguém atendeu, mas ele não desistiu e bateu com mais força.
Nesse momento, o rapaz saiu e abriu, houve um desentendimento entre eles e o suspeito – que estava aramado – efetuou quatro tiros na direção da vítima, sendo que um atingiu o tórax.

Ainda conforme testemunhas, a mulher de Anderson, que não teve o nome divulgado, chegou a implorara para o PM não atirar em seu companheiro.

Anderson Farias Silva foi socorrido e levado para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, na Zona Centro-Sul, mas não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois de dar entrada na unidade hospitalar.

Após cometer o crime, o policial militar foi para a casa dele, no beco Paciência, no mesmo bairro. Revoltados com a situação, populares tentaram arrombar a casa do PM e chegaram a quebrar a porta do imóvel com uma barra de ferro.

O policial chamou reforço de policiais da Força Tática e da 3ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). As guarnições foram para o local e fizeram uma barreira policial em frente à casa do PM, porém, a população estava bastante revoltada e, devido a isso, a Rocam também foi acionada.

O PM foi retirado do local em uma das viaturas da Força Tática.

Outra versão

O coronel Hidelberto Barros, titular da Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) da PM, disse que Ângelo foi até o 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e forneceu outra versão para os fatos.

“O soldado registrou uma ocorrência de roubo. Ele disse teriam roubado a arma dele que teria reagido ao assalto, por isso atirou no homem. Tudo será apurado até que se chegue à versão verdadeira. Ele (Ângelo) alegou sofrer ameaças de traficantes. Vamos instaurar um inquérito sobre o extravio de armamento. Ele está sendo ouvido. O porte de arma dele será cancelado e ele vai ser suspenso da área operacional”, disse.

Por Mara Magalhães

Com informações de Ana Sena

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