Dia a dia

Em Parintins, menino de 12 anos atira em estudante com arma caseira 

A vítima foi atendida no setor de emergência do Hospital Regional Jofre Cohem, onde passou por uma intervenção cirúrgica - foto: divulgação

A vítima foi atendida no setor de emergência do Hospital Regional Jofre Cohem, onde passou por uma intervenção cirúrgica – foto: divulgação

 

Parintins (AM) –  Um estudante  de 13 anos foi alvejado com dois tiros de arma caseira, no braço esquerdo, próximo ao ombro, por um outro adolescente de 12 anos.

O fato aconteceu no bairro da União, Zona Sul de Parintins ( a 369 quilômetros de Manaus) durante uma brincadeira de crianças com papagaio de papel.

A vítima foi atendida no setor de emergência do Hospital Regional Jofre Cohem, onde passou por uma intervenção cirúrgica e hoje (8), foi liberado e já está em casa. “Os médicos não conseguiram remover o chumbo dos braços do meu filho e ele terá que fazer nova cirurgia”, afirmou o pai da vítima que pediu para não ser identificado com medo de represálias.

O cabo PM Anderson Souza, que atendeu à ocorrência, disse que a arma caseira foi confeccionada pelo irmão do acusado, um adolescente de 16 anos que também foi apreendido pela guarnição da PM.

Na delegacia, o autor dos disparos contou que estava brincando com a vítima, quando ambos se desentenderam. O  garoto de 12 anos foi a sua residência e voltou com uma arma caseira, efetuando dois disparos contra o estudante.

“Não tinha visto ainda uma criança praticando atos de violência como esse aqui em Parintins”, disse a senhora Silvia Andrade Cardoso, 67, que passava pelo local na hora da tentativa de homicídio.

O pai do garoto que praticou a tentativa de homicídio, Ezias Souza dos Santos, 47, disse que poucas horas antes do fato ocorrer, durante o almoço, o mesmo teria conversado muito com os filhos sobre a violência em Parintins.

“Eu os aconselho todos os dias e peço para que não se envolvam em violência. Fui surpreendido com essa situação de hoje que me trouxe aqui na delegacia de Polícia. Nunca tinha andado em porta de delegacia”, afirmou.

Ele disse que ainda esta semana, o filho será encaminhado a um psicólogo. “Ele deve ser acompanhado porque o ato que praticou nos preocupou muito. Poderíamos ter um assassino hoje na família”.

O senhor Ezias contou ao delegado Bruno Fraga, que preside o inquérito, que não sabia que o filho de 16 aos tinha uma arma caseira em casa.

Por Tadeu de Souza

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