Política

Em Parintins, julgamento de vereadores inicia nesta quarta-feira

A audiência é o desfecho do chamado ‘caso gasolina’, que tem como protagonista principal o vereador Ray Cardoso que teria, negociado a sua cota anual de gasolina a que tinha direito como parlamentar - foto: divulgação

A audiência é o desfecho do chamado ‘caso gasolina’, que tem como protagonista principal o vereador Ray Cardoso que teria, negociado a sua cota anual de gasolina  – foto: divulgação

Em meio à mobilização dos movimentos sociais acontece logo mais a partir das 8h30, no auditório do Tribunal do Júri no Fórum Vidal Pessoa em Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) a audiência de instrução e julgamento dos vereadores Ray Cardoso (PMDB) e Everaldo Batista (Pros) denunciados pelo Ministério Público do Estado pelos crimes de peculato, estelionato e falsidade ideológica.

A audiência é o desfecho do chamado ‘caso gasolina’, que tem como protagonista principal o vereador Ray Cardoso que teria, segundo os promotores de Justiça Flávio Matos, Carolina Monteiro e Yara Marinho, negociado a sua cota anual de gasolina a que tinha direito como parlamentar, com o empresário Suamy Viana no valor de R$ 10 mil. O vereador nega a acusação ministerial.

O presidente da Câmara municipal, Everaldo Batista, acabou envolvido na questão por ter assinado um documento avalizando a operação considerada fraudulenta pelo Ministério Público do Estado (MPE).

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Amazonas (OAB-AM), Marco Aurélio Choy, que já está em Parintins, atuará na defesa de Ray Cardoso enquanto a advogada Maria Benigno, que chega pela manhã à cidade, vai defender o presidente afastado do Legislativo.

A audiência será presidida pela juíza Eline Paixão Gurgel e na acusação atuará a promotora de Justiça, Carolina Monteiro.

Ameaça de morte

Atuando como presidente em exercício da Câmara Municipal de Parintins desde o afastamento do titular Everaldo Batista em março deste ano, a vereadora Karine Brito (PHS) denunciou, ontem, da tribuna da casa que está sendo vítima de ameaças de morte.

Ela contou que já adotou providências registrando um boletim de ocorrência na delegacia local e fornecendo para polícia os números dos celulares usados por quem vem lhe ameaçando.

Karine disse que não teme as ameaças, pois estas têm a finalidade de intimidar seu trabalho à frente do Legislativo municipal. “Vou até o fim doa a quem doer”, afirmou.

Por Tadeu Souza

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