Política

Em Parintins, juiz nega ter recebido propina para absolver vereadores no ‘caso da gasolina’

 

As insinuações de que o juiz teria recebido propina foram postadas na rede social Facebook - foto: Tadeu de Souza

As insinuações de que o juiz teria recebido propina foram postadas na rede social Facebook – foto: Tadeu de Souza

Parintins (AM) – O juiz da 1ª Vara da Comarca de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus), Fábio Olinto de Souza, disse, através de uma coletiva de imprensa, nesta terça-feira (26), que não recebeu dinheiro para absolver os vereadores Everaldo Batista (Pros) e Ray Cardoso (PMDB) no processo que ficou conhecido como ‘Caso da gasolina’.

As insinuações de que o juiz teria recebido propina foram postadas na rede social Facebook.

A Justiça, segundo o magistrado, julgou dois processos. “Realmente absolvi os vereadores Everaldo e Raimundo Cardoso no processo de gasolina, porque não havia provas. Na questão criminal, não havia provas concretas, tanto é assim que o Ministério Público Estadual denunciou os dois por falsidade ideológica, porém, este mesmo fato pode configurar crime de improbidade administrativa, se a Câmara entender pode ser também quebra de decoro, mas não é criminal.”

Ele ressaltou um segundo ponto na questão. “Porém, o vereador Raimundo Cardoso foi condenado a oito anos e quatro meses em regime fechado pelo crime de peculato e a imprensa não deu destaque, enfatizou apenas a absolvição no primeiro processo, ou seja, quis se passar para opinião pública um cenário de impunidade, inexistente, o que ensejou uma série de críticas ao judiciário e a mim como se eu estivesse sido leviano, desonesto, corrupto e isso não é verdade”, afirmou o magistrado.

Fábio Olinto de Souza afirmou que como foi divulgada a sentença final, criou-se uma situação que atingiu a sua honra. “Ficou parecendo que o juiz recebeu dinheiro para absolver esta ou aquela parte e isso jamais aconteceu e jamais acontecerá ao longo de minha carreira como magistrado”.

O juiz disse que sua assessoria printou vários posts nas redes sociais de pessoas fazendo acusações graves contra a sua pessoa. “Vou tomar as providencias cabíveis, a crítica faz parte do estado de Direito, mas precisa ser pautada no respeito, eu vim de uma família pobre, estudei muito, lutei muito, para chegar onde cheguei, não sou desonesto, não sou corrupto, não sou bandido, exijo respeito para comigo e com a Justiça”, finalizou.

Por Tadeu de Souza

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