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Em Parintins, crianças são maiores vítimas de drogas

O mundo das drogas em Parintins começa a envolver crianças que, influenciadas pelos pais, acabam se viciando em maconha e cocaína. Triste quadro foi revelado pelas autoridades policiais - foto: reprodução

O mundo das drogas em Parintins começa a envolver crianças que, influenciadas pelos pais, acabam se viciando em maconha e cocaína. Triste quadro foi revelado pelas autoridades policiais – foto: reprodução

A conselheira tutelar Suely Costa confirmou ontem a revelação feita pela titular da Delegacia de Combate aos Crimes contra Criança, Mulher e Idosos, Ana Denise Machado, durante a primeira caminhada de combate às drogas realizadas em Parintins pelas escolas da rede municipal de ensino no último final de semana.


Ana Denise Machado disse que a sua especializada trabalha num caso que chamou atenção por se tratar de uma criança de 9 anos de idade viciada em pasta base de cocaína e maconha.

João (nome fictício) mora na zona leste de Parintins e começou a experimentar a droga aos 7 anos. “Não existe apenas o caso do João. Outras crianças, inclusive, estão sendo vitimadas pela droga apesar do combate firme das polícias em Parintins”, afirma a titular da especializada.
O caso a que se refere a delegada é de outra criança de 13 anos de idade que começou a experimentar maconha quando tinha 10 anos de idade e agora consome pasta base de cocaína.
A Polícia Civil apurou que a criança de 9 anos foi iniciada na droga pelos próprios pais que são usuários e aviões do tráfico para manter o vício.
“A criança seguiu o caminho dos pais, e o pior é que eles têm outro filho de 6 anos que pode muito bem se tornar dependente de droga como o irmão”, alerta Ana Denise Machado.
Conselho Tutelar
A ex-presidente do Conselho Tutelar de Parintins, Suely Cunha, é quem está acompanhando o caso do menino João.
“Infelizmente não é o único caso de criança ou adolescente viciado em drogas ilícitas. No caso desse menino de 9 anos, quase todos os membros da família dele são viciados. Já visitamos, foram orientados, mas fica difícil porque não se tem uma clínica para que se coloque o pai dessas crianças, nem os irmãos, para receber um tratamento”, declarou a conselheira.
Ela disse que o caso do menino João já está na Justiça para as medidas cabíveis.

Por Tadeu de Souza (equipe EM TEMPO)

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