Política

Em página do Twitter, Temer diz que não trata de negociação de cargos

Presidente nacional do PMDB, Temer comandou a decisão do partido de sair da base de apoio ao governo no Congresso, oficializada nesta terça (29) - foto: divulgação

Presidente nacional do PMDB, Temer comandou a decisão do partido de sair da base de apoio ao governo no Congresso, oficializada nesta terça (29) – foto: divulgação

Rompido recentemente com a presidente Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer negou nesta quinta-feira (31) estar negociando cargos para obter apoio de parlamentares ao processo de impeachment contra a petista.

“Outro registro que quero fazer é que eu já estaria negociando cargos, recebendo parlamentares e partidos para fazer negociação de cargos. Sou muito procurado mas não trato desse assunto. Não trato sequer do assunto do que possa ou não possa acontecer”, afirmou o vice-presidente em sua página do Twitter.

Desde então, o governo começou uma reorganização de sua base aliada no Congresso com a negociação de cargos em ministérios, autarquias e estatais como forma de garantir apoio suficiente para barrar o processo de impeachment na Câmara dos Deputados.

“O poder não é nosso, o poder é do povo. Então, registro com muita ênfase que sou muito atento à institucionalidade e, portanto, jamais haveria de influenciar outro poder”, escreveu o vice-presidente. Antes mesmo do rompimento formal, o peemedebista, no entanto, já havia se aproximado de caciques da oposição, principalmente do PSDB, com o intuito de discutir apoios a uma eventual ascensão à Presidência.

Na série de postagens, Temer também rebateu ilações de que ele poderia interferir nas investigações da Operação Lava Jato e nos trabalhos da Polícia Federal em caso de assumir o governo.

“Dizer que eu poderia interferir em processo judicial, levado adiante em função da posição do Ministério Público: isso jamais eu faria. No país cada um cumpre a sua função. Tenho salientado que nós do Executivo, Legislativo e Judiciário somos apenas executantes do poder”, escreveu Temer.

Apesar do desembarque, ministros do PMDB ainda tentam negociar com o governo a permanência nos cargos mas o Planalto avalia quantos votos na Câmara eles podem garantir. Com a urgência de obter apoio, a equipe da presidente já começou a oferecer os postos para partidos como o PP e o PR, na tentativa de conseguir votos nessas legendas.

Por Folhapress

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