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Em novo depoimento, pai confessa que jogou filho no rio Negro

Em novo depoimento, Josias confessou que mentiu e admintiu ter jogado o bebê no rio Negro - foto: Janailton Falcão

Em novo depoimento, Josias confessou que mentiu e admintiu ter jogado o bebê no rio Negro – foto: Janailton Falcão

O canoeiro Josias de Oliveira Alves, 30, confessou, no início da noite de ontem, durante depoimento na sede da Delegacia Especialidade de Homicídios e Sequestros (DEHS), Zona Leste, que arremessou o próprio filho de 4 meses, no rio Negro, no último dia 14, conforme informações da assessoria de comunicação da Polícia Civil.

Hoje, às 9h30, o titular da DEHS, delegado Ivo Martins, irá dar mais detalhes sobre o caso. Questionado se o canoeiro havia mesmo confessado o bárbaro homicídio, o delegado não quis entrar em detalhes e se limitou a dizer apenas que o caso poderia ter um desfecho na manhã desta quarta-feira. “Não posso entrar em detalhes. Amanhã (hoje) em coletiva teremos mais novidades e, talvez, o desfecho do caso”, frisou.

Conforme a assessoria da Polícia Civil, após confessar o crime, Josias assinou o depoimento perante seus advogados. Ou seja, ele confessou que mentiu nos depoimentos anteriores em que acusava a ex-mulher, mãe da criança, Cleudes Maria Moraes Batista, 23, de ter arremessado o bebê no rio Negro durante uma briga do casal ocorrida dentro de uma voadeira.

O EM TEMPO entrou em contato com a irmã de Josias, Josenilda de Oliveira, 24, que confirmou que o irmão havia confessado o crime sob coação policial e por medo de ver a família ser assassinada. Segundo ela, o irmão confessou o crime por medo que a mãe e os demais familiares fossem assassinados, após as ameaças da família de Cleudes.

“O meu irmão foi pressionado pelo delegado para confessar o crime. Ele ficou com medo que a nossa mãe e outros membros da família fossem mortos”, contou Josenilda.

Conforme a irmã do canoeiro, o advogado vai entrar com revogação na Justiça sobre o pedido de prisão definitiva, após a assinatura dos termos do inquérito policial. A assessoria da Polícia Civil negou que o delegado Ivo Martins tenha coagido Josias a assumir o crime.

Por Walter Junio, Isabella Siqueira, Josemar Antunes e Ana Sena

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