Economia

Em meio à recessão, BB fica com crédito estagnado no 2º trimestre

Maior banco brasileiro, o Banco do Brasil teve crescimento zero no volume de crédito do primeiro para o segundo trimestre deste ano, em meio à recessão no país. Apesar disso, o banco teve lucro líquido de R$ 3,008 bilhões no período, alta de 6,3% em relação ao mesmo período de 2014.

Os empréstimos do BB somaram R$ 776,8 bilhões no segundo trimestre -pouco abaixo dos R$ 776,9 bilhões registrados no primeiro trimestre do ano. Houve retração de 1,59% no crédito para empresas, que recuou de R$ 359 bilhões para R$ 353,3 bilhões do primeiro para o segundo trimestre. A situação apareceu também no resultado dos bancos privados.

O resultado do BB só não foi pior porque houve crescimento de 3% nos financiamentos do agronegócio (R$ 163,4 bilhões para R$ 168,3 bilhões) e de 2,7% no crédito para pessoas físicas (R$ 182 bilhões para R$ 186,9 bilhões), nessa comparação.

Para Alexandre Abreu, presidente do Banco do Brasil, as perspectivas para o crédito devem melhorar no segundo semestre, inclusive pela sazonalidade típica com aumento de negócios. “Pela experiência que temos, conseguimos manter os negócios com crédito. Estamos mantendo a inadimplência estável e a eficiência para passar esse período mais complexo”, disse.

Apesar do crédito fraco, o BB manteve sua expectativa de crescimento entre 7% e 11% no crédito neste ano. Até o momento, a expansão anual do crédito no BB foi menor que isso, de 6,4%.

Lucro dos bancos sobe

Com a alta do lucro de 6,3%, para R$ 3,008 bilhões no semestre, o BB segue os balanços trimestrais dos outros bancos. Itaú Unibanco teve lucro líquido de R$ 5,984 bilhões no segundo trimestre, resultado 22,1% maior do que no mesmo período de 2014.

O lucro do Bradesco foi de R$ 4,473 bilhões no período, alta de 18,4%. O do banco Santander foi de R$ 1,675 bilhão, 16,6% maior do que o do mesmo período de 2014.
Em bases recorrentes -que excluem eventos extraordinários, como a compra de uma nova fonte de receita, por exemplo- o lucro do BB, o maior banco do país em ativos, somou R$ 3,04 bilhões no período, alta de 1,3% sobre um ano antes.

O índice de inadimplência acima de 90 dias fechou o trimestre em 2,04%, pouco acima do 1,99% do mesmo período de 2014.
A despesa com provisão para perdas com calotes foi de R$ 5,53 bilhões de abril a junho, avanço de 21% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, mas recuo de 7,8% na comparação com o período imediatamente anterior.

O BB teve rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 14,1% no trimestre, queda de 2 pontos percentuais ante mesma etapa do ano passado. Na mesma comparação, a rentabilidade ajustada caiu 2,9 pontos, para 14,2%.

O banco elevou a previsão para a margem financeira bruta em 2015, da faixa de 9% a 13% para a de 11% a 15%, e também a de provisão para perdas com inadimplência, da faixa de 2,7% a 3,1% da carteira para a de 3,1% a 3,5%.

O Conselho de Administração do BB aprovou a distribuição de R$ 39 milhões em dividendos e R$ 347,3 milhões em juros sobre capital próprio aos acionistas, com pagamento em 1º de setembro.

Por Folhapress

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