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Em manifestação, trabalhadores do 28 de Agosto cobram salários atrasados

Os profissionais fecharam parte da avenida Mario Ypiranga Monteiro - foto: Ione Moreno

Os profissionais fecharam parte da avenida Mario Ypiranga Monteiro – foto: Ione Moreno

Com cartazes e panfletos, cerca 200 trabalhadores do Hospital 28 de Agosto, entre eles técnicos de enfermagem, enfermeiros, radiologista e serviços gerais, realizaram no início da manhã desta quinta-feira (30) uma manifestação reivindicando o pagamento de salário que está atrasado há três meses.

Os profissionais fecharam parte da avenida Mario Ypiranga Monteiro (antiga Recife), por mais de uma hora, e acabaram prejudicando o trafego, que além de engarrafado precisou ser desviado na altura do Viaduto Miguel Arrais.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Hospitais Privados do Amazonas (SindPriv/AM), Fredson Dantas, pelo menos 1.500 funcionários do setor de saúde estão prejudicados e sem pagamento.

Ele contou que, na tarde desta quarta-feira (29), procurou a Secretaria de Estado da Fazenda do estado do Amazonas (Sefaz-AM), mas não foram recebidos. “Tentamos falar com o secretario, mas ele não nos recebeu. Queremos saber porque o dinheiro do pagamento dos funcionários está preso, pois, até agora, ninguém deu uma explicação para a gente. Os trabalhadores querem uma resposta”, disse.

Fredson disse ainda, que as empresas chegaram a passar a culpa do atraso para Secretaria Estadual de Saúde (Susam) e a mesma alegou que arrecadou dinheiro e repassou para a Sefaz e que agora o problema deveria ser resolvido com a outra secretaria.

O presidente do SindPriv-AM ressaltou que caso o salário dos funcionários de saúde não seja pago, haverá greve por tempo indeterminado. “Vamos fazer uma greve legalizada para que assim o salário que é direito dos funcionários seja pago”, comentou.

Em nota, Susam informou que os trabalhadores possuem vínculo empregatício com a empresa terceirizada Silvio Corrêa Tapajós e que a mesma teve os repasses mensais do valor do contrato suspensos pela Susam, porque encontra-se em situação de irregularidade com relação à apresentação de certidões de negativas de débitos.

“A empresa conseguiu na Justiça liminar a seu favor, para que o pagamento fosse feito sem a apresentação das certidões, mas a Sefaz ficou impedida de fazê-lo, porque a empresa alterou a sua razão social. A Susam orientou a empresa a resolver essa pendência junto à Sefaz, o que só foi feito na quarta-feira passada, dia 22 de julho. Após a regularização, os pagamentos começaram a ser feitos. Desde sexta-feira os pagamentos já estão sendo liberados e a Susam espera que a empresa terceirizada resolva logo as pendências salariais com seus funcionários”.

Já a assessoria da Sefaz informou que o pagamento à Tapajós  foi autorizado ontem, porém a empresa encontra-se irregular em relação à uma certidão negativa.

 

Por Michele Freitas

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