Economia

Em manifestação, ex-funcionários da Ifer da Amazonia cobram pagamento de direitos trabalhistas

Conforme os ex-funcionários, a empresa descumpriu o acordo firmado para o pagamento das indenizações - fotos: Josemar Antunes

Conforme os ex-funcionários, a empresa descumpriu o acordo firmado para o pagamento das indenizações – fotos: Josemar Antunes

Cerca de 70 ex-funcionários da Ifer da Amazonia realizaram na manhã desta segunda-feira (28) uma manifestação para cobrar o pagamento direitos trabalhista, não efetuado desde do dia 19 de junho deste ano.

O ato aconteceu em frente à sede da empresa, na avenida dos Oitis, Distrito Industrial 2, Zona Leste de Manaus.

Um dos ex-funcionários, Jaime Neves, 57, informou a que a empresa demitiu 1000 colaboradores, após admitir crise. Há três meses a fábrica desligou 400 funcionários.

“A empresa fez o acordo, mas na data marcada para receber os direitos trabalhistas no sindicato, os representantes alegaram que a empresa não tem dinheiro”, disse revoltado.

Conforme os ex-funcionários, a empresa descumpriu o acordo firmado para o pagamento das indenizações, deixando de fora o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Participação de Lucros e Resultados (PLR), entre outros.

Para o coordenador da Central de Lutas Sindical, Daniel Batista, o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas não vem dando apoio necessário aos ex-colaboradores, que não recebem há mais de dois meses.

“O sindicato está em comum acordo com a empresa, deixando a classe sem qualquer apoio. O Ministério Público do Trabalho do Amazonas (MPT-AM) foi acionado para resolver o problema”, explicou Batista.

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Ordem judicial
Após a manifestação, reunião a portas fechadas foi realizada com representantes do sindicato e ex-funcionários. Durante a conversa, a empresa alegou que não ter dinheiro e que o pagamento só será feito por meio de ordem judicial.

Policiais militares da 28ª. Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e Força Tática estiveram no local para acompanhar a manifestação, que ocorreu de forma pacífica. Após o ato, um grupo de 20 pessoas foi à sede do MPT-AM para discutir sobre o problema.

Por Josemar Antunes

1 Comment

1 Comment

  1. cidmar

    28 de setembro de 2015 at 17:32

    Que pena mais uma empresa em situação dificil em decorrencia da politica economica atrapalhada desse Governo e que tem opoio do sindicato abram os olhos classe trabalhadora enquanto você sofre para cobseguir seus direitos eles estão sentados só apreciando.

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