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Em Manaus, Villas Boas critica apelo por intervenção militar

eneral Villas Boas (1º à esq.), o presidente do STF, Ricardo Lewandowski (no centro) e o governador José Melo participaram de evento no CMA - foto: divulgação/Secom

eneral Villas Boas (1º à esq.), o presidente do STF, Ricardo Lewandowski (no centro) e o governador José Melo participaram de evento no CMA – foto: divulgação/Secom

Em simpósio realizado pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), nessa sexta-feira (18) , o comandante do Exército brasileiro, general Villas Boas, afirmou que as manifestações realizadas desde o último domingo em todo país, pedindo o impeachment da presidente da República Dilma Rousseff (PT) e até mesmo a volta do militarismo, não podem ser comparadas com as realizadas em 1964, quando a população foi às ruas contra o golpe militar. Em seguida, presenciou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, afirmar que o “Supremo nunca se acovardou”, em resposta às críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ministro, que cumpriu agenda em Manaus, conclamou a população a confiar nas instituições brasileiras.

Em um evento com militares e autoridades locais, Villas Boas disse que as manifestações populares realizadas no país têm relação com “uma crise de natureza política e econômica, com um forte componente ético e, portanto, deve ser solucionada dentre desses ambientes”. De acordo com ele, o “Exército brasileiro está empenhado em contribuir para manutenção da estabilidade (do país)”.

“Não há paralelo com 1964 (manifestações contra o golpe militar) porque hoje nós não temos um fator ideológico. Naquela época, tínhamos uma guerra fria, o que não temos hoje. E, atualmente, o Brasil tem instituições sólidas e amadurecidas, com capacidade de encontrar os caminhos para saída dessa crise”, disse o general.

Durante as manifestações realizadas no último domingo em todos os Estados brasileiros, os manifestantes pediam o impeachment de Dilma e alguns deles pediam a volta do militarismo como solução para a crise político-econômica que assola o país desde 2015.

Em escutas telefônicas divulgadas na última semana pelo juiz federal Sérgio Moro, Lula afirmou que instituições como a Câmara dos Deputados e o STF se acovardaram ao longo dos anos. Questionado a respeito dessas declarações, o ministro Ricardo Lewandowski, rebateu as críticas e conclamou a população a confiar nas instituições brasileiras.

“A República tem uma Constituição que está em vigor. As instituições estão funcionando e devemos confiar nelas. O Supremo jamais esteve acovardado. A história do Supremo é uma história de coragem e  protagonismo”, frisou.

Forças Armadas

No evento, que teve como objetivo produzir trabalhos científicos para subsidiar estudos e garantir maior segurança em torno da atuação do Exército Brasileiro em faixa de fronteira, o governador José Melo (Pros) defendeu a criação de um fundo para que os Estados brasileiros e a União possam dar suporte ao trabalho das Forças Armadas no combate ao tráfico de drogas nas fronteiras do Brasil e, principalmente, da região Amazônica.

“Mais de 50% de todas as ocorrências policiais no Brasil têm a ver com tráfico de drogas, armas e uso de drogas. Por isso é que defendo a utilização das Forças Armadas de maneira mais ampla para impedir que essas drogas saiam das fronteiras dos países produtores de drogas para nossa Nação”, disse Melo.

Para o comandante militar da Amazônia, general Guilherme Theophilo,  é necessário um olhar diferenciado para a atuação das Forças Armadas nas fronteiras da Amazônia. “Procuramos levantar os problemas que estamos vivendo para exercer o que a lei nos obriga, que é o poder de polícia. Então, a legislação não está nos amparando de forma que desejamos e tem de se adaptar à realidade”, disse o general.

Por Camila Carvalho

1 Comment

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  1. carlos douglas da silva

    20 de março de 2016 at 17:45

    Quanto vc recebeu para para apoiar corrupção

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