Cultura

Em Manaus, projeto ensina balé clássico de graça e estimula sonhos

Este é o segundo ano de atividade do projeto de dança-foto: divulgação

Este é o segundo ano de atividade do projeto de dança-foto: divulgação

Difícil de aprender, o balé clássico é como tocar piano ou ser proficiente em um outro idioma: é preciso começar cedo e dedicar tempo à prática. Um projeto cultural pretende proporcionar a crianças os primeiros passos neste gênero da dança. Trata-se do Borboleta Azul, do programa Integração Petrobras Comunidades (IPC), que abrirá inscrições em Manaus a partir de terça-feira (5). Nesse segundo ano de atividade, serão 30 vagas para crianças na faixa etária de 5 a 12 anos que estejam matriculadas em escolas da rede pública municipal. As aulas gratuitas serão na Organização Não Governamental (ONG) Associação Beneficente Social Violeta, no bairro Mauazinho, Zona Sul da capital.

Ensinar as técnicas do balé é a parte prática do projeto. Estimular a realização de um sonho está entre os ensinamentos teóricos do curso. “Como se trata de um projeto social, a finalidade é desenvolver uma interação na comunidade. Em um primeiro contato, exibimos um vídeo para despertar o gosto pela cultura. Ou seja, estimular as crianças a ter o sonho de se tornar uma bailarina”, explica a professora Kellen Maciel.

Os vídeos, conforme Kellen Maciel, ajudam as crianças a terem uma ideia das técnicas do balé clássico e adquirir o gosto pela dança. “Hoje é difícil encontrar aulas de balé clássico de graça, então é preciso desenvolver o gosto de dar valor à cultura”, comentou a professora, ao lembrar que o projeto fornece todo o material para as aulas práticas como sapatilha, collant, bolsa e demais acessórios de balé.

As aulas são realizadas duas vezes na semana, das 14h às 16h. Em 2016, haverá aula aos sábados. A mudança é para garantir a participação dos pais. “Como a intenção é desenvolver uma interação comunitária e o balé clássico exige muita disciplina, a ideia é levar essa disciplina para dentro de casa. Ou seja, que os pais aprenderam com os filhos a partir de ensinamentos sobre comportamentos. O trabalho psicossocial é fundamental”, afirma Kellen Maciel.

A professora lembra que o curso está aberto para os meninos. “Existe esse tabu, o preconceito de que balé clássico é apenas para as meninas. Precisamos romper essa barreira e os ensinamentos sobre disciplina e convivência em comunidade é essencial para os pais pensarem em incluir os filhos homens no balé”, disse Kellen.

Em um ano de atividade, o Borboleta Azul atendeu a mais de 90 crianças em Manaus com aulas de dança e expressão corporal. “A meta é chegar a 190”, disse Sidemar Rodrigues Santos, diretor-administrativo da Social Violeta. O patrocínio da Petrobras tem duração de 2 anos e nesse período, a companhia destinará R$ 290 mil ao projeto.

As inscrições devem ser feitas na sede do projeto, no Mauazinho (Avenida Rio Negro, 195), ou na sede do Banco Comunitário Mauá, na mesma avenida, no horário comercial. Contatos pelos telefones 3030-9811 ou 3236-3903.

Por Cleber Oliveira

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