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Em Manaus, pesquisa reproduz protótipo de biorreator para clonar plantas

 O protótipo poderá contribuir na melhor qualidade de plantios na a região amazônica - foto: Divulgação


O protótipo poderá contribuir na melhor qualidade de plantios na a região amazônica – foto: Divulgação

Um protótipo de ‘biorreator’, equipamento usado na aceleração do processo de clonagem de plantas, foi reproduzido pelo estudante de Engenharia de Bioprocessos da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), Daniel Nascimento Motta, sob a orientação da doutora em Agronomia, Regina Cateano Quisen, da Embrapa da Amazônia Ocidental. A tecnologia poderá contribuir na melhor qualidade de plantios importantes para a região amazônica, como a bananeira.

Intitulado “Protótipo de biorreator para a micropropagação de plantas em escala experimental”, o estudo conta com apoio do Governo do Amazonas via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), no âmbito do Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic).

De acordo com o bolsista, biorreatores são equipamentos utilizados para a multiplicação em grande escala de plantas em meio de cultura líquida sob um regime de imersão, permanente ou temporária, a partir de células, tecidos ou órgãos. Esses equipamentos possibilitam a aplicação da técnica de micropropagação, usada na produção de plantas em grande escala.

“A micropropagação é uma técnica de propagação vegetativa realizada em condições “in vitro”, ou seja, é a clonagem de plantas a partir do cultivo de células, tecidos ou órgãos em um meio artificial e em condições ambientais controladas de laboratório, que visa a produção de plantas em escala massal a partir de uma matriz selecionada”, explicou o estudante.

Testes

No decorrer do estudo, foram realizados diversos ensaios que atestaram a funcionalidade do protótipo, segundo o bolsista. “Foram realizados testes com plântulas de orquídeas para verificar se os componentes estavam regulando o fornecimento do meio de cultura de acordo com o cronograma estabelecido”, afirmou.
O estudante ressaltou que nem toda espécie de planta poderá ser submetida ao protótipo, pelo menos, não diretamente. O biorreator poderá ser usado em determinadas fases da cultura in vitro, que, segundo ele, é essencial a realização de ensaios para a determinação de protocolos específicos para cada espécie. Ele destacou o principal benefício do estudo.

“O biorreator é um equipamento que acelera o processo de multiplicação e produção de plantas. Este método de clonagem proporciona a uniformização da produção de mudas que podem ser disponibilizadas aos produtores rurais, e desta forma, deve refletir na qualidade e sanidade nos plantios de culturas importantes, tais como a bananeira”, afirmou o pesquisador.

Funcionamento do biorreator – O trabalho de pesquisa consistiu na reprodução de um modelo de biorreator de imersão temporária (com frascos gêmeos), já estabelecido na literatura. Ele destacou que não se criou um novo modelo, mas, sim, adaptou-se o existente às condições locais e de baixo custo.

“O sistema é composto por frascos gêmeos, sendo que cada par é composto por um frasco com meio de cultura e o outro onde ficam estabelecidos as células, tecidos ou órgãos vegetais a serem cultivados. O funcionamento consiste na transferência do meio líquido para o frasco de cultura, sendo retirado ao final de intervalos definidos. Este processo permite uma boa aeração do material, permitindo que o meio rico em nutrientes estimule o desenvolvimento e crescimento dos propágulos”, conta Motta.

O estudante se prepara para dar início a uma nova pesquisa. O próximo desafio do jovem pesquisador é criar um novo modelo de biorreator que seja aplicado na germinação de plantas de dendezeiro in vitro.

Com informações da assessoria

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