Cultura

Em Manaus, peça teatral dá dicas para se dar bem nas relações afetivas

O ator, cantor e compositor Daniel Del Sarto divide a cena com a atriz Flávia Monteiro na comédia teatral “100 dicas para arranjar namorado” - foto: divulgação

O ator, cantor e compositor Daniel Del Sarto divide a cena com a atriz Flávia Monteiro na comédia teatral “100 dicas para arranjar namorado” – foto: divulgação

O ator, cantor e compositor Daniel Del Sarto divide a cena com a atriz Flávia Monteiro na comédia teatral “100 dicas para arranjar namorado”. A montagem está em turnê pelo país e será encenada neste fim de semana na cidade. O texto – baseado no livro homônimo de autoria da atriz Daniele Valente – traz dicas claras e objetivas, apresentadas pela personagem de Flávia por meio de esquetes, para quem está solteira se dar bem nas relações afetivas.

O espetáculo tem direção de Eduardo Figueiredo e Del Sarto interpreta todos os personagens da comédia. Até o Santo Casamenteiro. Sobre a experiência de embarcar nessa produção, entre outros assuntos, o artista, que gosta muito do público local – “O público manauense sempre me recebe maravilhosamente bem, é muito caloroso, muito carinhoso e tenho um prazer sempre muito grande de voltar para Manaus” –, conversou com o EM TEMPO.

EM TEMPO – O que estimulou você a aceitar participar dessa peça?

Daniel Del Sarto – Eu adoro fazer comédia. Esta é uma peça divertida, onde eu posso experimentar alguns personagens diferentes, e isso me atrai muito. Já trabalhei com a Flávia em “Mulheres alteradas”, é uma grande amiga e também já trabalhei com esse diretor, o Eduardo Figueiredo, então somos um time, uma família. É sempre bom trabalhar com essa galera e essa linguagem do teatro de comédia, onde a gente vai ao teatro para divertir e para se divertir também, me agrada muito. E, por último, como eu estou com a divulgação do disco, da turnê “Daniel Del Sarto Live”, que é um show novo, eu estou com a peça e posso conciliar as duas coisas. Como em Manaus, agora que faremos as sessões no teatro no sábado e no domingo e, sábado à noite, ainda irei tocar na Zero92.

EM TEMPO – Você poderia adiantar um pouco sobre os seus personagens nessa montagem? Você interpreta quantos tipos?

DDS – É muito divertido porque eu interpreto Santo Antônio, o Santo Casamenteiro, e interessante que eu sou devoto dele, não pelo lado casamenteiro, porque nos meus estudos sobre esta figura eu descobri que ele é um santo milagreiro e tem uma oração linda, que a Glória Menezes me ensinou. É uma oração muito bonita, muito forte e sempre faço esta oração em minhas preces. Eu faço um Santo Antônio divertido, bem diferente, com característica marcante, porque imagina um cara que toda hora as mulheres estão pedindo algo para ele. Então, ele tinha que ter algo diferente dos santos clássicos, que falam baixo, falam manso, é bem legal. Outro personagem é um filhinho de mamãe, um garoto ligado a sua mãe, tem o locutor de rádio, entre outros que o público deve conferir na peça.

EM TEMPO – Que tal trabalhar com a atriz Flávia Monteiro?

DDS – É maravilhoso, é uma parceira, uma amiga, ótima atriz tem uma energia pulsante no palco. A gente troca muito e ela se joga muito nas coisas, assim como eu, então é muito legal.

EM TEMPO – Sobre as dicas para conseguir namoro que são apresentadas na peça, você acredita que podem, sim, funcionar na vida real?

DDS – As dicas eu acredito que sim, principalmente pela maneira da gente olhar as coisas com senso de humor, e as dicas falam de coisas legais realmente. Eu acho que, no geral, elas brincam muito com muito senso de humor sobre tudo. Mas é aquela história que a gente já sabe: é a gente estar em contato consigo mesmo, é estar cuidando do nosso jardim, cuidando de nossas plantinhas. Aí o beija-flor vem porque nosso jardim está bonito. No final das contas, a peça fala disso bem no plano de fundo, porque o objetivo é divertir. São situações engraçadas e leves, mas acho que, com certeza, traz possibilidade modificadora pra vida de quem vai assistir sim.

EM TEMPO – Além de atuar, você também canta e compõe. Você se considera ator e cantor de maneira equilibrada, ou uma carreira se destaca mais do que a outra?

DDS – Minha vida começou na música muito cedo. Com 12 anos comecei a tocar violão, com 16 anos já me apresentava profissionalmente na Tijuca, bairro do Rio de Janeiro. Eu tocava por ali em bares, hotéis, shows para empresas. Num belo momento eu estava estudando harmonia funcional – música e tinha um papel num mural dessa escola procurando um rapaz que tocasse violão e cantasse para fazer uma peça “Confissões de adolescentes”, que era um sucesso na época. Eu fiz os testes e acabei entrando e isto me inseriu no mundo do teatro. Eu me apaixonei por esse universo, Domingos Oliveira era o diretor dessa peça, que é um cara genial, e isso me aproximou do teatro. De lá pra cá fiz musicais, o Cambaio que me projetou à televisão, em seguida eu fiz Sandy & Junior que me projetou muito na televisão em 2001. Acho que uma característica marcante de meu trabalho atualmente é que eu tenho um trabalho muito concreto de música. Estou no segundo disco, temos cinco videoclipes gravados superbacanas, captados em viagens pelo mundo, que estão no meu canal no YouTube. Mas no geral as pessoas têm pouca noção de que eu sou músico e elas sempre se surpreendem. Eu acho que o desequilíbrio acontece do ponto de vista de que, obviamente, a mídia da televisão que eu tenho até hoje é muito forte e o meu trabalho de música ainda não teve esta grande mídia, mas ainda não teve a projeção de massa, como eu já tive na televisão. Hoje em dia vou divulgando o show muito pra cima, show muito consistente, que se comunica muito com as pessoas, com vibe positiva, ideia de coisas pra cima, de transformação, então que é o que eu procuro fazer em todos os trabalhos que eu me envolvo. Vamos ver se a gente consegue fazer uma noite linda no teatro e no 092.

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