Dia a dia

Em Manaus, órgãos realizam simulação de ataque terrorista para testar segurança nas Olímpiadas

A simulação ocorreu foi realizada na tarde deste domingo (24), em frente ao Tropical Hotel, na Ponta Negra, Zona Oeste - foto: Márcio Melo

A simulação foi realizada na tarde deste domingo (24), em frente ao Tropical Hotel, na Ponta Negra, Zona Oeste – foto: Márcio Melo

Uma simulação de ataque terrorista a uma delegação americana de futebol que irá jogar em Manaus, durante as olimpíadas, foi realizada na tarde deste domingo (24), em frente ao Tropical Hotel, na Ponta Negra, Zona Oeste. Esse foi o 3º Exercício Simulado para testar a segurança durante os Jogos Olímpicos 2016 na capital e contou com a participação de órgãos de segurança estaduais, federais e municipais.

Segundo o coordenador do Departamento de Treinamento e capacitação da Polícia Civil, Alberto do Valle, tudo aconteceu conforme o previsto. “Foi tudo corretíssimo do jeito que esperávamos. O tempo reação foi a baixo do que programamos. Programamos cinco segundos e conforme cronometrado deu 3 segundos e 38 centésimos”, explicou.

A simulação começou com o desembarque da seleção feminina dos Estados Unidos no aeroporto Internacional Eduardo Gomes, onde um grupo de pessoas tentou se aproximar da delegação. Durante o trajeto um carro suspeito tentou furar o bloqueio por onde o ônibus da delegação americana passava. Em uma ação rápida, a polícia conseguiu deter o grupo de criminosos e impedir que eles se aproximassem da delegação.

“O que aconteceu aqui foi que o carro cinza tentou cometer um atentado contra o ônibus da delegação, que passava por aqui. A equipe da polícia verificou a ação dos terroristas e conseguiu reprimir a ação deles. O simulado completo durou 30 minutos”, disse.

Conforme o titular da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Sergio Fontes, mesmo após a prisão de um amazonense, por suspeita de ligação com o Estado Islâmico (EI), os protocolos de segurança durante os jogos olímpicos continuarão os mesmo.

“Não houve nenhuma mudança, os protocolos continuam os mesmo, até por que são internacionais e foram aprovados pelo Comitê Olímpico. Enfim já foram aprovados e estão valendo. Vamos continuar com os mesmo protocolos os mesmo planos de acionamento, mesmo plano de segurança, eles são muito bons”, afirmou.

O secretário executivo adjunto de Planejamento e Gestão Integrada de Segurança, coronel Dan Câmara, explicou que o sistema do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC –Am) será ligado a partir de terça-feira (26) e funcionará 24 horas.

“Nós vamos ligar o sistema de comando e controle a parti do dia 26 e no dia 27 o centro de com amando e controle com os centros integrado já estarão operando 24 horas. Em todas os centros de treinamos, no Hotel Tropical, na Arena da Amazônia. Nós temos instalações de interesse dos jogos, e temos rotas de interessas e atividades que são desenvolvidas para garantir a integridade das pessoas do evento e das instalações”, frisou.

Defesa

De acordo com a coordenado da Polícia Civil nos Jogos Olímpicos, Samira Mousse, os polícias envolvidos na segurança dos jogos estão tendo treinamento intenso há um mês. Os treinamentos ocorrem toda a semana e são testados em simulados. “A preparação está sendo integrada, de forma sistêmica. Toda semana está havendo um treinamento e hoje (ontem) treinamos no simulado. Tem mais de 30 dias que os policias estão em treinamento intenso junto com todos os órgão integrado”, destacou.

O exército que também integra as forças de segurança dos jogos olímpicos, deverá atuar com mais de três mil soldados durante todo o evento. Segundo o general de brigada Antônio Polsin, o exército estará pronto para atuar em qualquer situação que as demais agências não tenham condições de fazer.

“Na verdade o exército está dando suporte às atividades das outras agencias. Particularmente no meu caso estou responsável pela parte de contingência que vai cobrir qualquer adversidade ou eventualidade que outras agências não tenham condições fazer. Nós atuamos em diversas frentes, na questão de infraestrutura, nas estratégicas, nós apoiamos a parte de contra o terrorismo, na parte de escolta e atuamos com força e contingencia para qualquer atividade que as outras agencias não tenham condições de responder”, disse.

Por Michele Freitas

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