Eleições 2016

Em Manaus, Marina Silva defende impeachment de Dilma e declara apoio a Luiz Castro

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Luiz Castro está entre os 154 candidatos que concorrem à prefeitura de diversas cidades do Brasil pelo REDE, partido liderado por Marina Silva – foto: Márcio Melo

A líder do Rede Sustentabilidade, Marina Silva, esteve com militantes e aliados da coligação nesta quinta-feira (22) para falar sobre a primeira participação do partido nas eleições municipais de 2016 e apoiar a candidatura a prefeito do deputado estadual, Luiz Castro (REDE). Ela ainda aproveitou para afirmar que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), não é golpe por ter, segundo ela, total base legal.

Sobre a primeira participação do partido nessas eleições, Marina diz que as candidaturas estão sendo como sementes lançadas. De acordo com Marina, a REDE está em 700 municípios do Brasil com comissões provisórias e diretórios em 27 unidades da confederação.

Nessas eleições, a Rede Sustentabilidade está lançando 154 candidatos a prefeito, 181 para vice-prefeitos e 295 nomes que estão disputando os cargos de vereador. “Ficamos felizes com todos os simpatizantes, para nos ajudar a crescer com sustentabilidade, qualidade política e nas relações. Nós temos que aprender com os erros dos outros e um pouco com o nosso, já que não somos a voz da verdade”, disse a líder do partido.

Impeachment

Marina defendeu a acusação que resultou no impeachment de Dilma, alegando que a ex-presidente cometeu crime de responsabilidade. “Fazer operação de empréstimo dos bancos públicos, na ordem de R$ 60 bi, sem autorização do Congresso, quando a Lei de Responsabilidade Fiscal e a própria Legislação Orçamentaria diz que é preciso autorização, se caracteriza em ato criminoso”.

A presidente da Rede salientou que o julgamento que afastou Dilma tem total base legal mas não alcança a finalidade em sua totalidade porque o presidente Michel Temer (PMDB) fez parte da chapa da petista.

“O PMDB não tem condição de reerguer o Brasil porque fazia parte da mesma moeda que o PT. Ganharam o governo juntos, usaram dinheiros juntos. Nunca vi o Temer fazer uma crítica econômica do governo da Dilma. Como agora um é problema e o outro é solução?”, questionou Marina, defendendo, inclusive, novas eleições presidenciais.

Por Diogo Dias

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