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Juízes fazem manifestação em apoio a Sérgio Moro, em Manaus

 De acordo com a presidente do Tjam, as supostas irregularidades dos áudios divulgados já foram esclarecidas pelo próprio juiz Sérgio Moro - foto: Márcio Melo

De acordo com a presidente do Tjam, as supostas irregularidades dos áudios divulgados já foram esclarecidas pelo próprio juiz Sérgio Moro – foto: Márcio Melo

Juízes, procuradores e servidores públicos da Justiça Federal do Amazonas realizaram  um ato em favor da independência do poder judiciário e  apoio às investigações conduzidas pelo juiz Sérgio Moro, contra possíveis  ingerências cometidas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recentemente empossado como  ministro-chefe da Casa Civil, e da presidente Dilma Rousseff – ambos do Partido dos Trabalhadores –  no esquema de corrupção da operação Lava Jato. O protesto foi realizado na manhã desta sexta-feira (18), em frente ao prédio da Justiça Federal, localizado no bairro Aleixo, Zona Centro Sul de Manaus.

A mobilização do judiciário em apoio a Sérgio Moro acontece em vários Estados do país.  Os magistrados defendem os grampos nos telefones do ex-presidente Lula e a divulgação do conteúdo, amplamente veiculado pela mídia.

Em conformidade as medidas adotadas, o presidente da Associação dos Magistrados do Amazonas, o juiz Cássio André Borges dos Santos, diz que os grampos não tiveram como alvo a presidente Dilma, e sim o ex-presidente Lula, e que não houve ilegalidade por ele não ter mais foro privilegiado, antes de ser nomeado ministro chefe da Casa Civil.

Segundo o presidente dos magistrados do Estado, a voz da presidente Dilma foi pega em um grampo em conversa com Lula, e a ação é contemplada dentro do direito processual penal como prova cruzada. “A gravação é válida, inclusive contra a própria presidente. O fato de Sérgio Moro ser juiz de primeira instância e não poder grampear a presidente, que tem prerrogativa de foro, não significa dizer que é inválido o que ela disse  é uma prova legal e decidida no processo”, esclareceu o juiz.

Para a desembargadora Maria das Graças Pessoa Figueiredo, presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), as supostas irregularidades dos áudios divulgados já foram esclarecidas pelo próprio juiz Sérgio Moro. “A pessoa que  é interceptada é porque tinha autorização judicial. Mas essa não é a questão. A questão é  que ninguém está acima da lei, e todos os brasileiros devem cumprir as leis e a Constituição. Estamos aqui para demonstrar que todos os juízes estão coesos com as atitudes do juiz Sérgio”, afiançou a presidente do TJAM.

No protesto, o procurador de Justiça Edmilson da Costa Barreiros Júnior, um dos líderes do movimento das ‘10 Ações contra a corrupção’, implantada pelo Ministério Público Federal, leu um comunicado do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski. “A magistratura está unida em defesa da ordem jurídica e constitucional, contem com o presidente do Supremo Tribunal Federal”, destacou Lewandowski no documento.

Por Stênio Urbano

 

 

 

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