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Em Manaus, homem ameaçava matar e comer vísceras de mãe e irmã para ficar com casa

Conforme a delegada Débora Mafra, há algum tempo José vinha tentando se livrar da mãe e da irmã, para ficar com a casa - foto: Arthur Castro

Conforme a delegada Débora Mafra, há algum tempo José vinha tentando se livrar da mãe e da irmã, para ficar com a casa – foto: Arthur Castro

O pedreiro José Vilmar Vera de Souza, 40, foi preso suspeito de tentar, inúmeras vezes, matar a própria mãe, uma dona de casa de 54 anos, e a irmã, uma estudante de 20 anos, ameaçando-as de morte, para ficar com a herança da família, uma casa. Além de matá-las, José prometeu comer os fígados delas. A prisão ocorreu na tarde da última segunda-feira (10), no bairro Nova Vitória, Zona Leste, após dois meses de investigação. José foi indiciado pelos crimes de vias de fato e ameaça e encaminhado à cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro, onde ficará à disposição da Justiça.

A polícia informou que o suspeito é agressivo e, ainda, tentou agredir um oficial de Justiça jogando contra ele uma geladeira. De acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada de Crimes Contra a Mulher Anexo (DECCM-Anexo), Débora Mafra, a mãe e a irmã de José foram à unidade pedir ajuda sobre as ameaças sofridas.

“Desde a morte da avó do suspeito, ele começou a tentar se livrar das vítimas, intimidando-as e tentando impor que ele seria o dono da casa. Por conta disso, ele as ameaçava. Com o sofrimento físico e psicológico elas nos procuraram e fizeram o primeiro registro, no dia 10 de maio. Fizemos os procedimentos e 11 dias depois elas retornaram à unidade relatando que haviam sido ameaçadas de morte e que José comeria o fígado delas”, relatou.

Em uma das ameaças, “José informou que poderia ser preso, mas após cumprir pena, retornaria à casa das vítimas”, ressaltou Mafra, completando que mãe e filha trocaram as fechaduras das portas e foram surpreendidas com o arrombamento da residência pelo suspeito.

“É complicado porque lidamos com uma situação delicada, na qual as vítimas temem por suas vidas, mas possuem sentimentos pelo suspeito. Elas chegaram a sair de casa duas vezes por conta das fortes ameaças. Mas como elas necessitam viver em paz, solicitei procedimentos protetivos e a prisão preventiva por conta do risco à vida delas. Ele nos mostrou o quão agressivo era, também, ao carregar uma geladeira e tentar arremessá-la contra um oficial de Justiça”, explicou.

Por Thaís Gama

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