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Em Manaus, grupo protesta contra violência à mulher e em repúdio ao caso de estupro que chocou o Rio

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O ato aconteceu frente à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher – foto: Ione Moreno

Aproximadamente 60 pessoas participaram de um apitaço na manhã deste sábado, em protesto aos diversos crimes cometidos contra as mulheres no Brasil e em repúdio aos 33 criminosos que estupraram uma menor de 16 anos, esta semana, no Rio de Janeiro.

O ato aconteceu frente à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher, localizado no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus, sob a organização da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) e Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh).

A vice-presidente da OAB-AM, Adriana Mendonça, disse que o movimento, além de lutar para combater essa onda de violência que existe contra a mulher, veio para conclamar a sociedade a denunciar qualquer tipo de violência cometido contra o público feminino.

“Não podemos ficar calados e nem omissos nesses crimes contra as mulheres. Temos que ir para rua, chamar a atenção da sociedade para que esse tipo de agressão não aconteça mais. A OAB não ficará calada diante dos estupros que vem ocorrendo com frequência. Queremos a punição imediata para quem comete esse tipo de crime”, disse.

Ainda segundo Adriana, os crimes praticados contra as mulheres no Brasil tiveram um aumento de 20%. No entanto, as denúncias envolvendo agressões ao sexo feminino também tiveram uma alta de 30%, nos últimos anos. Uma campanha realizada no mês de março pela OAB contribuiu para que os crimes contra as mulheres fossem registrados nas delegacias especializas.

“Fizemos um levantamento da estatística de modo geral e percebemos que, de fato, a violência contra as mulheres não tem diminuído. Mas as denúncias têm aumentado. A lei da Maria da Penha veio para punir de forma mais severa esse tipo de ação. Infelizmente, ainda temos relatado com frequência essas agressões ao público feminino”, lamentou.

Apoiadora das lutas contra qualquer tipo de crime cometido contra menores, idosos e mulheres, a Semmasdh vem trabalhando na promoção, sensibilização e conscientização da sociedade em defesa desse público, afirmou a subsecretaria Mônica Santaella. Além disso, o órgão vem realizado diversas ações para que todas as denúncias sejam encaminhadas para as delegacias especializadas.

“Estamos trabalhando para que aumentem as denúncias. É importante que as pessoas tenham coragem de denunciar esses crimes. No caso das mulheres, o que a gente vê, quando a agressão é doméstica, é que as denúncias não são feitas, por medo ou por compaixão do companheiro. Então estamos trabalhando essa questão. Quem faz uma vez, faz outras também. Ela precisa sair desse ciclo de violência para não chegar a um caso extremo, ou até a morte”, comentou Mônica Santaella.

Por Gerson Freitas

1 Comment

1 Comment

  1. Vicente Limongi Netto

    30 de maio de 2016 at 14:23

    Estuprador, a meu ver, tem que ser castrado. Ou, então, levado para um

    passeio num rio cheio de jacarés.

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