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Em Manaus, grupo protesta contra decisão que suspendeu o uso da ‘pílula do câncer’

O protesto aconteceu na manhã deste domingo, na Ponta Negra – foto: Márcio Melo

O protesto aconteceu na manhã deste domingo, na Ponta Negra – foto: Márcio Melo

Em protesto à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que acatou a liminar da Associação Médica Brasileira (AMB), de suspender a lei 13.269, válida desde abril, que libera o uso da substância fosfoetanolamina sintética, popularmente conhecida como a ‘pílula do câncer’, um grupo de pacientes e representantes de entidades a favor do tratamento realizaram um ato na manhã deste domingo (29), no complexo turístico da Ponta Negra, localizado na Zona Oeste. A mobilização aconteceu em todo território nacional.

Um dos coordenadores do movimento, Willis Almeida levou para a ‘faixa liberada’ da Ponta Negra, aproximadamente cem pessoas. Ele disse que a decisão de suspender o uso da substancia em pacientes com câncer vai contra o direito à vida. A liminar que concede a AMB o direito de não utilizar a pílula no tratamento impede o avanço na descoberta da cura da doença, afirma Almeida.

“Estamos justamente lutando pelo direito à vida. Enquanto isso, a AMB entra com uma liminar no STF suspendendo a lei, alegando que a liberação da substância é inconstitucional e que essa medida é para preservar a vida dos pacientes, uma vez que os doentes podem deixar de realizarem o tratamento convencional. Não entendemos esse pensamento. Neste momento, a AMB não está representando os pacientes e sim só a classe médica. E isso fica claramente exposto”, frisou.

Ainda segundo Almeida, a pesquisa com o uso da fosfoetanolamina sintética, que vem sendo realizada desde a década de 90, já mostrou resultados positivos, inclusive em pacientes do Amazonas, que estavam acamados e depois do uso da pílula apresentaram melhoras significativas.

Um próximo julgamento do mérito, que ainda não tem data para ser realizado, decidirá se a lei que libera o uso da substância e obriga o governo a distribuir a fosfoetanolamina sintética para a população, será anulada ou não.

A substância foi sintetizada no final da década de 80, pelo cientista Gilberti Chierice, então professor do Instituto de Químico de São Carlos (IQSC), hoje aposentado. Por sua alegada eficiência em combater, reduzir e até curar tumores, a procura pela droga tem sido intensa.

Participaram do ato, o Grupo de Apoio às Mulheres Mastectomizadas da Amazônia (GAMMA) e o FosfoAmazônia.

Por Gerson Freitas

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