Dia a dia

Em Manaus, ex-saltadora Maurren Maggi fala sobre a importância do uso de repelentes para crianças

Campeã olímpica, Maurren Maggi fez a festa na criançada no colégio Palas Atena, e aproveitou para falar sobre a carreira e o futuro da modalidade – foto: Ione Moreno

Maurren Maggi fez a festa na criançada no colégio Palas Atena, e aproveitou para falar sobre a carreira e o futuro da modalidade – foto: Ione Moreno

Considerada o maior nome do atletismo feminino no Brasil, a ex-saltadora Maurren Maggi, esteve em Manaus na manhã dessa terça-feira (30) com uma missão diferente das que estamos acostumada. Ela veio à capital amazonense com o objetivo de alertas crianças e jovens sobre a importância do uso de repelentes. O encontro aconteceu no ginásio do Colégio Palas Atena, localizada na Zona Centro-Sul da cidade.

Durante a apresentação, Maurren mostrou que todos podem ser campeões em prevenção, e que usar repelentes diariamente deve ser tornar hábito. Mas ela não se estendeu muito nas palavras e já pulou para o que interessa: comentou sobre sua carreira no atletismo e interagiu com os estudantes em um bate-papo sobre superação.

Ao conversar com os alunos do colégio, a medalhista do salto com vara falou como iniciou a carreira no atletismo e também sobre um dos momentos mais difíceis que enfrentou na época em que foi atleta, que aconteceu em 2003, após os exames dela constatarem doping pela substância ‘clostebol’, que estava presente em uma pomada depilatória, que ela havia usado nas axilas e virilhas.

“Eu fui punida por conta da minha vaidade, por querer ter uma pele lisa e sem pelos. E quando foi constatado o doping, me senti muito injustiçada, pois não sabia que aquela substância estava presente num produto para depilação”, declarou.

Após o episódio, Maurren veio morar em Manaus, e no ano de 2004 teve o maior presente de sua vida: o nascimento de sua filha Sophia, fruto do relacionamento com o piloto de Fórmula 1 Antonio Pizzonia. E o nascimento da pequena a deixou mais forte para retornar às competições, depois de dois anos afastada.

“Eu me achava uma mulher completa antes de ter minha filha, mas só depois que a tive que me dei conta de que na verdade eu não era nada sem ela. Depois que ela entrou em minha vida, me sinto uma super mulher, uma super mãe, que nem a mulher maravilha”, brincou a ex-saltadora, que depois do retorno as pistas de atletismo conquistou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, e também garantiu o primeiro lugar nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

Renovação

É praticamente impossível falar de Maurren Maggi, sem lembrar da emoção que a ex-atleta teve ao assistir a vitória do brasileiro Thiago Braz na prova de salto com vara nas Olimpíadas do Rio. Amiga do jovem atleta, ela foi uma das maiores incentivadoras da carreira dele, principalmente nos momentos de dificuldade, quando ele tinha dúvida sobre seu futuro na modalidade.

“Ele ficava pensando no que ele faria para conquistar os objetivos dele, e eu, como já tinha passado pelas mesmas dúvidas e dificuldades até chegar a conquista da tão sonhada medalha olímpica, tentava mostrar a ele o melhor caminho a seguir. Eu sempre falava: ‘Thiago, treina, mostra teu trabalho porque você tem potencial’. E depois de tudo isso, pude ver ele cantando o hino do Brasil após ganhar o ouro. Não tinha como não se emocionar”, disse Maurren.

Ela destaca que, além de Thiago, ainda teremos muitos atletas a serem revelados até os próximos Jogos Olímpicos, que serão realizados em Tóquio, no Japão.

“O salto com vara agora tem uma nova geração de saltadores, e isto vem sendo apresentado com o Thiago, que nitidamente foi nosso principal representante. Já no feminino temos fortes atletas com índices bons, que infelizmente não conquistaram medalhas, mas a esperança é que ainda tenhamos muitos talentos a serem revelados até 2020”, apostou a ex-atleta.

Por Wal Lima

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