Sem categoria

Em Manaus, diretor de escola particular é suspeito de agredir e dopar crianças

Além das agressões físicas cometidas pelo diretor, os estudantes também sofrem com a má alimentação, higiene e estrutura inadequada nas salas de aula – foto: Arthur Castro

Além das agressões físicas cometidas pelo diretor, os estudantes também sofrem com a má alimentação, higiene e estrutura inadequada nas salas de aula – foto: Arthur Castro

Após descobrirem que o diretor e proprietário, Wellington Maciel Barbosa, agredia fisicamente os alunos da Escola Infantil Vitorinha Socorro, os professores se dirigiram à Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) para registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.), na terça (9).

O proprietário da unidade de ensino de tempo integral, localizada na rua Projetada 1, bairro Redenção, Zona Centro-Oeste de Manaus, também é suspeito de ‘dopar’ as crianças – do maternal ao 3º ano do ensino fundamental – em horário de intervalo.

Na tarde desta quarta-feira (10), os educadores e cinco pais foram ouvidos na delegacia, acompanhados de um advogado.

De acordo com uma professora de 29 anos, que não quis ter a identidade revelada, além das agressões físicas cometidas pelo diretor, os estudantes – crianças de 2 a 7 anos, incluindo portadores de necessidades especiais (autismo) – também sofrem com a má alimentação, higiene e estrutura inadequada nas salas de aula.

Acompanhada pelos professores, pais e pela delegada, uma aluna de 7 anos, uma das vítimas de agressão, foi ouvida pela reportagem do EM TEMPO ONLINE e descreveu as ações de Wellington.

“Ele [diretor] apertou muito forte o meu braço, só porque eu não fui vestida com a calça da escola. Depois, ele me levou para a sala dele e me deixou lá sozinha, de castigo”, relatou a estudante do 2º ano.

Dias depois do ocorrido, a menina relatou o fato para a mãe, que também não quis se identificar. A mulher prontamente procurou o corpo docente do colégio e descobriu que não era a primeira vez que o proprietário da escola cometia esse tipo de abuso.

Ainda conforme os professores, fotos e vídeos das situações foram registrados, provando o crime de maus tratos cometidos por Wellington.

Exames toxicológicos

Segundo a titular da Depca, delegada Linda Gláucia, Especializada e o Conselho Tutelar se fizeram presentes na escola para averiguar o caso. O diretor já foi notificado para comparecer à delegacia até sexta-feira (12) para prestar esclarecimentos.

De acordo com a delegada, o procedimento policial vai ser instaurado para averiguar a denúncia recebida pelos professores e pais das vítimas.

“Exames toxicológicos foram solicitados para que seja comprovado se o suspeito colocava substância química [sonífero] no suco que era distribuído na hora do intervalo para as crianças”, ressaltou a autoridade policial.

Se comprovado o crime, Wellington Maciel Barbosa vai responder por maus tratos, crime de expor a perigo a vida de outrem, constrangimento e infração administrativa.

O caso foi registrado e vai ser investigado pela Depca.

Por Narel Desiree (especial EM TEMPO Online)

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir