Economia

Em Manaus, corrida de táxi fica 35% mais cara em dezembro

Bandeira 2, que custa hoje R$ 3,45 a cada quilômetro rodado, será cobrada nas corridas realizadas pelos táxis durante todo o dia no mês de dezembro - foto: arquivo EM TEMPO

Bandeira 2, que custa hoje R$ 3,45 a cada quilômetro rodado, será cobrada nas corridas realizadas pelos táxis durante todo o dia no mês de dezembro – foto: arquivo EM TEMPO

A partir do próximo dia 1º de dezembro, os manauenses terão de pagar mais caro ao pegar um táxi. Como acontece há alguns anos, as corridas serão tabeladas em bandeira 2, o que garante aos taxistas o 13º salário, com o aumento em 35% da tarifa em relação aos outros meses do ano.

O acréscimo foi confirmado pelo presidente do Sindicato dos Taxistas de Manaus (Sintaxi), Luis Aguiar. “Está na lei. O taxista, assim como os funcionários de qualquer empresa, tem o direito a esse benefício, neste caso aplicamos este tipo de tabelamento, que funciona como forma de 13º. Isso já é antigo”, disse Aguiar, mencionando o decreto municipal 4.856/2000, que assegura a cobrança até o dia 4 de janeiro de 2016.
Como funciona?

Em dias normais, com exceção de feriados e finais de semana, a bandeira 2 é cobrada em corridas realizadas das 22h às 6h, com o preço de R$ 3,45 a cada quilômetro rodado, enquanto que na bandeira 1 o valor chega a R$ 2,60.

O ajuste deve pesar no bolso do consumidor, mas proporcionará aos taxistas um final de ano mais tranquilo, já que a classe sofreu com seguidos aumentos de impostos durante o ano.

“Esse ajuste é realmente um benefício para a classe dos taxistas, que está com a renda extremamente comprometida. Só neste ano, nós tivemos dois reajustes de combustível. Então, nós que dependemos diariamente do combustível, esse aumento teve um peso muito alto na nossa diária, sem contar a manutenção do veículo, pneu e óleo. O custo está extremamente elevado e tira a renda do trabalhador”, declarou o diretor administrativo da Executiva Rádio Táxi, Márcio Fleury.

De acordo com ele, algumas pessoas confundem e acham que a bandeira 2 equivale ao dobro da bandeira 1.

Fleury explicou que, na verdade, a diferença de uma tarifa para outra é de 35%, o que neste final de ano vai ajudar na hora das festas de final de ano. “Ajuda o taxista, pelo menos naquele mês, a ter uma ligeira folga no orçamento, para poder comprar o peru ou o pernil de maneira tranquila”, brincou o taxista.

Audiência pública

Nesta segunda-feira  (26), o vereador Álvaro Campelo presidiu audiência pública, na Câmara Municipal de Manaus (CMM), para tratar sobre o projeto de lei que busca estipular o percentual a ser cobrado em vaucher.

Além dele, estiveram presentes no encontro representantes da classe dos taxistas, diretores de empresas de rádiotáxi, o presidente da Comissão de Transportes da Casa, o parlamentar Rosivaldo Cordovil, o superintendente Municipal de Transportes Urbanos, Pedro Carvalho, e o ouvidor-geral do Município, Alessandro Cohen.

Segundo o primeiro parágrafo do artigo 11 do projeto de lei, “o desconto feito por entidade de apoio para antecipação do pagamento da corrida ao taxista, paga por meio de boletos, corresponderá no máximo aos juros de empréstimo mensal de banco do governo, acrescido de 2%”.

As empresas de rádiotáxi reclamam do baixo valor proposto e esperam novas negociações, que devem acontecer em breve.
Por André Tobias

1 Comment

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  1. janaina macedo calvo

    28 de outubro de 2015 at 11:40

    Em qualquer país civilizado as pessoas dão prioridade aos transportes coletivos para proteger o meio ambiente, mas as condições precárias nos levam a recorrer a outras alternativas de mobilidade. Até que ponto isso afeta nossa qualidade de vida? Não percam novo post no blog Café&Finanças
    http://cafeefinancas.blogspot.com

    bjocas carinhosas

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