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Em Manaus, bebê nasce com microcefalia e Semsa investiga possível relação com zika

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está aguardando o resultado do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen), do Governo do Estado, para confirmar se a microcefalia do bebê do sexo feminino, que nasceu no último dia 20 de junho na Maternidade Balbina Mestrinho, tem relação com o zika vírus. A mãe contraiu zika durante a gravidez e foi acompanhada na Unidade Básica de Saúde Nilton Lins, no Parque das Laranjeiras, que é o Serviço de Referência Obstétrica da Prefeitura de Manaus para gestantes que tiveram a doença.

A mãe tem 21 anos, mora no bairro Zumbi, Zona Leste, e teve o bebê prematuro, com 29 semanas. “Durante a gravidez, na ultrassom já foi detectada a microcefalia por profissionais de saúde e a mãe teve todo o acompanhamento com pré-natal, psicólogos e assistente social, e orientação com equipe multiprofissional sobre parto, nascimento, puerpério e puericultura, assistência psicossocial com ênfase para a estimulação desta detecção precoce da microcefalia e a possível relação com o zika, já que a doença foi confirmada na mãe”, explicou o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto.

A gestante continuará sendo acompanhada no puerpério (durante 45 dias após o parto) com os profissionais da UBS Nilton Lins. O bebê será assistido também nos espaços exclusivos que a prefeitura criou para o acolhimento nos Ambulatórios de Seguimento do Bebê de Alto Risco, com pediatras e enfermeiros, agendamento de consultas e exames especializados, com prioridade.

Os ambulatórios realizam entre seis a 18 consultas por mês, nas nove unidades disponíveis. São duas na zona Leste – as UBSs Amazonas Palhano e Geraldo Magela -; três na zona Norte – UBSs Armando Mendes, Áugias Gadelha e Sálvio Belota -; duas na zona Oeste – UBSs Deodato de Miranda Leão e Leonor de Freitas -; e duas na zona Sul – UBSs São Francisco e Lourenço Borghi.

O Informe Epidemiológico do Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (Ciocs), divulgado nesta quarta-feira, 22, pela Semsa, apontou que Manaus tem 4.904 casos notificados de zika vírus, com 1.669 confirmados, 2.485 descartados e 750 permanecem em investigação. Grávidas são 963 notificadas, com 288 confirmações e 516 com a doença descartada e 159 estão em investigação. Dezenove bebês foram notificados com microcefalia em Manaus, com um caso confirmado por infecção por zika, quatro que não têm relação com a doença, quatro casos descartados e dez em investigação.

O número de denúncias do Disque Saúde (0800 280 8 290) chegou a 4.893, sendo que 4.519 locais já foram vistoriados. A Semsa já inspecionou também, por meio da Vigilância Sanitária do Município (Visa Manaus), 1.426 locais, dos quais 111 foram autuados. A Semsa também implantou 1.689 Brigadas de Combate ao Aedes, com 8.902 pessoas capacitadas.

Protocolo

Homero disse que o prefeito Arthur Neto determinou que fosse feito um protocolo de atendimento e acompanhamento de todos os casos suspeitos de zika. Mesmo sem a confirmação da doença, cada caso em Manaus está sendo acompanhado individualmente pelos profissionais de saúde. “O objetivo é evitar o avanço da doença, enfocando principalmente na prevenção à infecção pelo zika vírus em grávidas”, afirmou.

A meta, segundo Homero, é permitir que os pacientes, principalmente mulheres grávidas, recebam atendimento médico e laboratorial o mais rápido possível, além de possibilitar o início imediato das ações dos agentes de endemias na eliminação de focos do mosquito na área onde o caso foi notificado.

De acordo com o fluxograma da Semsa, as gestantes que forem atendidas nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) ou em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), e que apresentarem sintomas para a doença, serão encaminhadas a UBS Nilton Lins.

Logo após o primeiro atendimento médico em qualquer Unidade Básica de Saúde ou nas unidades da rede privada, o profissional de saúde deve realizar de forma imediata a notificação do caso ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs), que inicia os procedimentos para investigação epidemiológica e bloqueio mecânico/químico, que consiste na eliminação de locais criadouros do mosquito Aedes aegypti num raio de 300 metros em torno do local onde houve registro de casos suspeitos, associados à aplicação de inseticida para eliminação do mosquito na fase alada.

“A Vigilância também realiza a investigação de cada caso notificado com uma equipe de profissionais que acompanha o paciente em sua residência para verificar o fluxo de atendimento e os possíveis riscos existentes”, informou o secretário de saúde.

Com informações da assessoria

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