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Em Manaus, Aécio Neves evita falar de sucessão

Senador tucano Aécio Neves (MG) desembarcou ontem à tarde em Manaus e concedeu coletiva de imprensa no Eduardinho - foto: Ione Moreno

Senador tucano Aécio Neves (MG) desembarcou ontem à tarde em Manaus e concedeu coletiva de imprensa no Eduardinho – foto: Ione Moreno

Convidado para participar do 50º Festival Folclórico de Parintins, que acontece neste final de semana, o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), desembarcou na tarde desta sexta-feira (26) em Manaus para cumprir agenda política na cidade.

 

Ciceroneado pelo prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB) e por uma comitiva de sindicalistas, vereadores, simpatizantes partidários da Força Sindical e políticos do Partido Solidariedade, Aécio falou sobre questões da política nacional, e também da estrutura econômica e política do Amazonas, mas evitou falar de sucessão presidencial. O senador também tocou no tema da atual situação do Centro de Biotecnologia do Amazonas (CBA).

“O Centro foi criado no governo do PSDB, com o presidente Fernando Henrique, como uma grande plataforma que pudesse criar oportunidade para o crescimento da região Norte e da cidade de Manaus. A proposta era que pudesse reunir aqui universidades, investimentos em pesquisas, em desenvolvimento do potencial do Norte”, analisou o senador.

Sobre sua ida ao Festival de Parintins, um dos municípios que teve um fraco desempenho nas últimas eleições presidenciais, com apenas nove votos, contra 32.693 da presidente Dilma, Aécio se esquivou.

“Sou muito honrado com os votos que tive naquele município. Mesmo assim gostaria de agradecer o apoio que tive e, compreendo. Eu acho que mesmo aqueles que optaram pelo outro lado, agora estão refletindo se valeu à pena acreditar em um projeto de governo que enganou a população brasileira, e que hoje tem baixa popularidade”, contra-atacou.

Em relação à crise financeira que o país enfrenta, o senador foi duro ao criticar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). “O governo fez um estelionato eleitoral. Prometeu que não haveria desemprego, e temos desemprego, na casa de 10%. Afirmou que não havia corrupção na Petrobras, e estamos vivendo uma crise de caráter”, disse.

“Estou hoje no Amazonas como presidente nacional do PSDB, em um momento em que o partido passa por um processo de renovação em vários setores da sociedade. Sinto-me honrado em ter tido grande aceitação no Estado e no Brasil. Queremos um país sem ódio, sem divisões e que possa explorar o potencial de cada região do país”, afirmou o senador tucano.

Após coletiva de imprensa no aeroporto Eduardo Gomes, terminal doméstico, Aécio seguiu com Arthur e comitiva ao Paço Municipal, no Centro da cidade, para a assinatura do contrato de revitalização da avenida 7 de Setembro.

“O governo federal liberou apenas quatro obras para o Centro de Manaus, que eu considero relevante, do Pacto das Cidades Históricas, das dez que nós solicitamos. Esta muito aquém do que nós precisamos. Nós precisamos de dois ou três empréstimos internacionais relevantes, não sabemos o porquê estão empatados, de juros muito baixos, tem carência e quando ela terminar, esperamos está longe dessa crise”, afirmou o prefeito.

Sobre as obras de revitalização da avenida 7 de Setembro, Arthur agradeceu, mas alfinetou o governo da presidente Dilma. “Eu agradeço muito as obras que a presidente nos permite realizar, mas lamento muito o cerco econômico que eu considero muito cruel que ela faz com a cidade de Manaus. Minha vida continua a mesma, exatamente a mesma, mas a vida do povo de Manaus que poderia esta melhor, se ela honrasse o compromisso com o nosso povo”, finalizou o tucano.

Antes de viajar ao município de Parintins, na noite de ontem, Aécio ainda fez uma visita ao Shopping Manauara, no Parque 10, Zona Centro-Sul. O político retorna a Brasília neste sábado.

 

Por Stênio Urbano

 

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