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Em Manaus, 16% da população consome doces em excesso

Dados fazem parte de pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, que mostra que a capital tem um índice de 7,2% de diabéticos - foto: divulgação

Dados fazem parte de pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, que mostra que a capital tem um índice de 7,2% de diabéticos – foto: divulgação

Pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde dá conta de que 16% da população adulta em Manaus mantem uma alimentação rica em açúcar e 21,6% costumam ter na mesa refrigerantes. Conforme o levantamento, um em cada cinco brasileiros consome doces em excesso e 19% bebem refrigerantes cinco vezes ou mais na semana. Entre os jovens, de 18 a 24 anos, o índice é ainda maior, próximo de 30%. Os hábitos preocupam diante do avanço de doenças crônicas no país, em especial o diabetes. A doença atinge atualmente 7,4% da população adulta, acima dos 5,5% registrados em 2006.

Os dados são da pesquisa Vigitel 2015 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), lançado pelo Ministério da Saúde na última quinta-feira, Dia Mundial da Saúde. O estudo monitora fatores de risco para doenças crônicas, atualmente responsáveis por 72% dos óbitos no país. Foram entrevistados por telefone 54 mil adultos (18 anos ou mais) que vivem nas capitais brasileiras.

O diabetes é mais frequente nas mulheres (7,8%) que nos homens (6,9%) e se torna mais comum com o avanço da idade. Entre as cidades, o Rio de Janeiro apresentou o maior índice (8,8%), seguido de Porto Alegre (8,7%) e Campo Grande (7,9%). Palmas (3,9%) apresenta o menor percentual de população adulta com diagnóstico de diabetes, junto com São Luís (4,4%), Boa Vista (4,6%) e Macapá (4,6%). Em Manaus chega a 7,2%.

Apesar do avanço do diabetes no país, o número de internações devido a complicações da doença reduziu 11,5% nos últimos cinco anos. Em 2015, foram 67,1 internações por 100 mil habitantes contra 75,9 por 100 habitantes em 2010. Ano passado, foram registradas 137,4 mil internações por agravos da doença no SUS, a um custo de R$ 92 milhões. Esse é resultado de políticas voltadas à melhoria do atendimento na Atenção Básica e expansão do acesso à medicamentos.

Da redação

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