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Em frente ao MPF, professores e técnicos da Ufam, em greve, fazem ato contra ‘atos intimidadores’ da reitoria

O ato ocorre em frente á sede do PMF-AM – foto: Alik Menezes

O ato ocorre em frente á sede do PMF-AM – foto: Alik Menezes

Professores e técnicos administrativos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em greve, realizam na manhã desta sexta-feira (28), em frente à sede do Ministério Público Federal (MPF), na avenida André Araújo, Aleixo, Zona Centro-Sul, ato público para formalizar denúncia contra o que chamam de “atos intimidadores” da reitoria da instituição.

Participam do ato integrantes da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Superior do Amazonas (Sintesam), Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam).

Eles apontam que a reitora da Ufam, Márcia Perales, denunciou os grevistas ao MPF, apontando que o movimento estaria prejudicando serviços essenciais da administração da universidade, o que seria inverídico, visto que a greve é legal.

“Hoje, nós completamos 83 dias, e estas denúncia não são verídicas e viemos rebater com esse protesto”, comentou a coordenadora geral do Sintesam, Crisolda Araújo.

Os grevistas também reclamam da perda de autonomia da universidade, sinalizada pela sentença que proíbe o Conselho Universitário (Consuni) de deliberar sobre o calendário acadêmico; além da confusão gerada pela manutenção do calendário após a deflagração de greve; e a falta de transparência na divulgação dos impactos, em nível institucional, dos cortes orçamentários do governo federal na educação.

“Viemos fazer a nossa defesa, pois essa denúncia não tem cabimento. Essa reitora quer prejudicar a nossa greve”, desabafou Crisolda, acrescentando que a entrega do documento no PMF, simboliza a defesa dos grevistas.

A greve dos docentes da Ufam teve início no dia 15 de junho, três semanas depois da paralisação das atividades dos técnico-administrativos, que começou no dia 28 de maio.

De acordo com o presidente da Adua, José Alcimar de Oliveira, a greve é legal e nunca houve, na história da instituição, um ato como esse da reitora. “Isso é inédito, estamos exercendo um direito legal e em nenhum momento fomos impedidos pela justiça”, contou.

Alcimar continuou dizendo que nenhum patrimônio da Ufam sofreu qualquer dano e, inclusive, a atitude da reitora, sugere abertura para um processo administrativo disciplinar contra os grevistas.

“A reitora não é juíza da greve, temos o direito a esse exercício que é constitucional. A nossa greve continua, visto que o governo ainda não sinalizou uma negociação favorável às reivindicações”, pontuou.

Reestruturação da carreira, valorização salarial de ativos e aposentados, a garantia de autonomia, e melhores condições de trabalho foram os motivos pelos quais a greve dos servidores da Ufam foi deflagrada.

Os docentes querem reposição salarial de 27%, porém, o governo federal propôs somente 21%, parcelado em quatros anos, o que, de acordo com os grevistas, “além de aprofundar a desestruturação da carreira, não recompôs sequer a inflação do período”. A valorização salarial de ativos e aposentados está relacionada à reestruturação da carreira, para corrigir as distorções.

Em nota, a reitoria da Ufam informou que não teve acesso ao conteúdo protocolado junto ao MPF, “mas que dará os devidos encaminhamentos à questão assim que for oficialmente comunicada pelo órgão federal”.

“Acerca do processo mencionado pelos representes do movimento, a reitoria disse que a medida foi necessária em razão dos excessos praticados pelos integrantes do movimento grevista, em particular os técnicos administrativos em educação, que no último dia 14 de agosto, impediram o acesso de servidores a seus setores de trabalho, o que é proibido por lei”.

Sobre o início do segundo período de 2015, a administração superior da Ufam informou que “existe uma sentença que mantém o ‘Calendário Acadêmico’ vigente para assegurar que professores e estudantes tenham respeitado seu direito de prosseguir em atividade”.

Por equipe EM TEMPO Online

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