Cultura

Em exclusiva ao EM TEMPO, Rodriguinho fala da carreira e sonhos; cantor promete show eletrizante em Manaus

Um dos ícones do pagode, Rodriguinho conquistou muitos fãs ao longo da sua trajetória - foto Divulgação

Um dos ícones do pagode, Rodriguinho conquistou muitos fãs ao longo da sua trajetória – foto Divulgação

Viver de música não é fácil, mais difícil ainda é manter a carreira de sucesso por quase três décadas. O cantor Rodriguinho é um dos poucos artistas que mantém a faceta e ainda ganhou o reconhecimento do meio artístico por produzir, compor e dirigir grandes intérpretes da música brasileira. O ex-vocalista do grupo Os Travessos estará em Manaus no próximo dia 11 de outubro e vai apresentar o seu mais novo trabalho, o ‘Xinga Aí’.

O álbum conta com nove músicas inéditas e é considerado “o disco mais importantes da vida”, segundo o próprio Rodriguinho. A apresentação única na capital amazonense acontece a partir das 22h, no Zer092 Lounge & Bar, no conjunto Vieralves, na Zona Centro-Sul de Manaus.

Um dos ícones do pagode, Rodriguinho conquistou muitos fãs ao longo da sua trajetória, seja no Os Travessos ou em carreira independente. Entre os hits que fizeram sucesso estão: Uma história assim, Minha diretriz, É assim que funciona, O mundo dá voltas e as versões ao vivo Uma história assim 2 e Uma história assim 3.

Os ingressos para o show em Manaus já estão à venda. Os valores custam R$ 50 (meia entrada) para pista e R$ 100 para VIP (meia entrada). Os pontos de venda são Zer092 Lounge & Bar, Lanchonete Bob´s (Avenida Djalma Batista, Chapada), Barão Barbearia Rua Rio Rio Mar, conjunto Vieiralves, Nossa Senhora das Graças), Loja Claro (apenas no Manauara Shopping e site Ingresse.

Em entrevista exclusiva ao portal Em Tempo, Rodriguinho falou sobre carreira, sonhos e fez uma análise rápida sobre o cenário musical atual. Com olhar daquele que sabe do que está falando, o ‘ex-travesso’ volta aos palcos em carreira solo e traz uma mistura de ritmos em suas composições, sem esquecer é claro da sua maior referência musical, a black music.

Portal EM TEMPO: Quais novidades você vai trazer para este show em Manaus?

Rodriguinho: A novidade é a turnê ‘Xinga Aí’. Um trabalho feito com muito carinho, onde eu assino a produção, a direção e o conceito do álbum. Nele eu transito por toda a minha discografia e é um trabalho onde dividi a produção com o Prateado. Esse é um disco muito importante e eu chamei ele porque às vezes a gente que está dentro do projeto não enxerga o que uma pessoa de fora vê. Eu gosto muito de ter uma opinião de fora e nada melhor que ele para isso. Faz bastante tempo que não vou a Manaus. Da última vez eu ainda fui com Os Travessos. Estou com saudades, vamos fazer um show eletrizante.

ET: Você é referência no cenário musical por atuar como intérprete, produtor, compositor e cantor. Quais os maiores desafios dos artistas na atualidade?

R: Os maiores desafios que os artistas enfrentam é ter que se renovar e se reciclar o tempo todo. A internet é uma ferramenta que veio para ajudar muito, mas faz com que a carreira ande muito rápido. As coisas acontecem muito rápido. Talvez eu não sinta tanto, devido ao meu tempo de carreira. Tenho mais de 20 anos na estrada e eu estourei numa época onde era mais difícil de fazer sucesso, mas quando acontecia era um estouro. Hoje em dia não, a internet aceita tudo, basta cair no gosto popular. Esse mesmo público que faz a coisa estourar, daqui uma semana quer outra coisa. É necessário estudar e, principalmente, ouvir. Se manter fiel aos seus conceitos e raízes. É a receita que eu uso.

ET: Você acredita que o pagode tem perdido espaço para o sertanejo e o funk?

R: Não acredito que o pagode tenha perdido espaço, mas sim ganhado novas influências. Os artistas investem muito nas carreiras deles, coisa que infelizmente o samba não faz tão bem. Falta investimentos no samba e artistas de qualidade. Já o funk é baseado em criatividade. O cenário tem artistas talentosos, mas também tem artistas sortudos. O certo mesmo é que todos os ritmos dividem espaço quando entra um artista novo. Acho isso válido, isso tem que acontecer mesmo. Eu não vou levantar bandeira porque eu sou produtor e preciso de todos os ritmos para compor e produzir.

Por Bruna Souza

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