Dia a dia

Em depoimento, Denise nega caso com Marcos Souto e diz ter vontade de ‘dar uns tapas’ em Marcelaine

Denise se emocionou no momento que foram exibidos as imagens do vídeo no momento do crime - foto: Ione Moreno

Denise se emocionou no momento que foram exibidos as imagens do vídeo no momento do crime – foto: Ione Moreno

Vítima no caso ‘Marcelaine’, Denise Almeida da Silva, 35, negou durante depoimento na manhã nesta quarta-feira (1º) ter tido envolvimento amoroso com o empresário Marcos Souto, ‘pivô’ da tentativa de homicídio, e disse ainda ter vontade de “dar uns tapas” na acusada.

O julgamento sobre o caso do suposto triângulo amoroso começou por volta das 9h30 no Fórum Ministro Henoch Reis, com o depoimento da vítima e testemunhas do Mistério Público.

Durante mais de uma hora de fala, Denise afirmou que era apenas amiga de Marcos Souto e que gostaria de ter dado uns tapas em Marcelaine Schumann. Só não o fez por falta de tempo. “Vontade a gente tem, mas praticar é outra coisa. Eu não tenho tempo para isso”, disse Denise.

A vítima também afirmou que não conhecia Marcelaine pessoalmente e que, quatro meses antes do crime, a socialite teria realizado diversas ligações para o seu marido, infernizando a sua vida, e que, devido a isso, em certo dia, decidiu se encontrar com suspeita.

Na ocasião, Marcelaine teria lhe confessado que tinha um caso amoroso com Marcos Souto, pois o marido dela tinha câncer de próstata e era impotente.

Ainda segundo Denise, antes do crime, ela recebeu um bilhete deixado por Marcelaine no para-brisas do seu carro, com a ameaça “te peguei, galinha”.

Ela também falou que hoje vive com medo e que sofreu de depressão, pois todo o fato trouxe um grande transtorno para a sua vida, além das  limitações devido a bala que ainda está alojada em seu corpo.

No momento que o juiz Mauro Antony, que preside o julgamento, pediu para exibi o vídeo com as imagens do momento do crime, Denise se emocionou.

“Quando levei o tiro, a Marcelaine foi a primeira pessoa que pensei. Não tenho desafetos. Na época que ela estava em liberdade provisória, vi ela passando em frente à minha casa, senti que era para me intimidar” disse Denise.

Outro depoimento

O delegado Paulo Martins, que na época era titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), responsável pela investigação, também foi ouvido e negou que os suspeitos tenham sido torturados para confessar crime.

Por Mara Magalhães

Com informações de Gerson Freitas

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