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Em delação, executivos da Andrade Gutierrez acusam Eduardo Braga e Omar Aziz de cobrarem propina

Segundo os delatores, os parlamentares receberam propina, para que a empresa vencesse a concorrência da obra da Arena da Amazônia - foto: reprodução

Segundo os delatores, os parlamentares receberam propina, para que a empresa vencesse a concorrência da obra da Arena da Amazônia – foto: reprodução

Os ex-governadores e atuais senadores do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), foram denunciados na delação premiada dos ex-executivos da construtora Andrade Gutierrez, Clóvis Peixoto Primo e Rogério Nora de Sá, investigados na operação Lava Jato. Segundo os delatores, os parlamentares receberam propina para que a empresa vencesse a concorrência para a obra da Arena da Amazônia.

As informações foram divulgadas no inicio da tarde deste sábado (14), em matéria veiculada pelo Jornal Hoje, da Rede Globo. Conforme a reportagem, os delatores, que também revelaram o pagamento de propina ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), informaram que a empresa teve informações privilegiadas do governo do Amazonas, chegando inclusive a ajudar na elaboração do projeto e do edital.

Na delação, os ex-executivos contaram que durante os oito anos do governo  Eduardo Braga, a empresa efetuou  pagamento de propina de 10% sobre o valor de cada obra da empreiteira, e que Braga fazia ameaças se houvesse atraso no pagamento da propina. Ao todo, o ex-governador teria recebido entre R$ 20 e R$ 30 milhões.

Já em relação a Omar Aziz, o delator Clóvis Peixoto contou que teria se encontrado em Brasília com o sucessor de Braga no governo. O ex-executivo afirmou que tentou negociar a redução da propina e que após ter se exaltado, Omar teria aceitado a diminuição para 5% do valor das obras.

Segundo Rogério Nora, em outro encontro, Omar teria pedido propina de R$ 20 milhões, já que a empresa tinha muitas obras no Estado e que o dinheiro seria usado para pagar despesas de campanha. O ex-executivo disse que não seria possível pagar o valor, o que teria deixado o senador basta irritado, tendo rste dito que, se a verba não fosse repassada, ele poderia “se vingar” da construtora.  Omar ainda teria proposto que a empresa executasse um serviço de “medição de terraplanagem” para conseguir o valor pedido por ele.

Na delação, a Andrade Gutierrez teria repassado para o senador, aproximadamente, R$ 18 milhões, pagos pelo menos até setembro de 2011.

Defesa

Em nota, enviada ao Jornal Hoje, o ex-ministro de Minas e Energia do governo Dilma Rouseff (PT), Eduardo Braga, afirmou que a denúncia é “absurda” e que está indignado e se sentindo ofendido com as acusações.

Já o agora senador Omar Azir encaminhou nota ao EM TEMPO Online afirmando que não foram uma ou duas reuniões que esteve com executivos da Andrade Gutierrez, mas várias, e todas ríspidas.”A Andrade Gutierrez pressionou muito o Estado por aditivos ao valor da obra da Arena da Amazônia. Queriam elevar o preço para mais de um bilhão. O governo seguiu rigorosamente o valor definido pelo Tribunal de Contas da União  (TCU) e a Arena da Amazônia foi a mais barata de todo o Brasil”.

Azir ressaltou que agiu com transparência e que não o surpreende saber que está sendo alvo de retaliação da Andrade Gutierrez. “As doações de todas as minhas campanhas foram devidamente declaradas à Justiça Eleitoral”, enfatizou.

Para o Jornal Hoje, a Andrade Gutierrez falou que não iria comentar o caso.  A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não pediu abertura de inquérito para investigar os dois parlamentares.

Por equipe EM TEMPO Online

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