Dia a dia

Em conquistas e desafios, Hemoam celebra 33 anos

Com o passar dos anos, o Hemoam passou a oferecer outros serviços-foto: Alberto César Araújo

Com o passar dos anos, o Hemoam passou a oferecer outros serviços-foto: Alberto César Araújo

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) completa nesta quinta-feira (13), 33 anos. Ao longo deste período, a instituição ampliou a estrutura e os atendimentos, mas com o aumento da demanda, a falta de profissionais especializados se tornou o grande gargalo.

Criado para o atendimento hemoterápico e de doentes, com o passar dos anos e a necessidade, a instituição passou a oferecer exames laboratoriais de média e alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS). “Fomos ajustando a nossa capacidade operacional às demandas”, disse o diretor-presidente da unidade, Nelson Fraiji.

Para ele, o grande entrave é o déficit de pessoal especializado. Segundo Nelson, é necessário investir na formação de médicos, técnicos, farmacêuticos, bioquímicos e enfermeiros e incentivar que eles fiquem no Estado. “A maioria desses profissionais faz especialização e vai para outro Estado ou termina a faculdade aqui e vai para outro Estado se especializar e não volta mais”.

Outro problema enfrentado pela fundação é o número de funcionários efetivos, que não é o suficiente para a atual demanda. O atendimento pode melhorar quando os profissionais aprovados no concurso público do ano passado forem convocados. De acordo com Fraiji, em virtude do atual momento da economia, ele não sabe se esses profissionais serão chamados esse ano.

Para garantir o atendimento e tratamento, o diretor-presidente da fundação, que é medico, afirma que também atua assistindo os pacientes e que todos os outros médicos que têm cargos administrativos atuam nas suas áreas de formação quando necessário. “Aqui mesmo os dirigentes trabalham assistindo os pacientes também porque a demanda cresce e a gente não vai deixar de atender”.

Expansão

O hospital do sangue está com 20% das obras concluídas e já recebeu investimentos de, aproximadamente, R$ 9 milhões. Mas não tem previsão de quando será concluído. De acordo com Fraiji, a velocidade das obras depende da liberação de recursos dos governos federal e estadual, que estão sendo repassados gradativamente.

“Nós esperamos que seja rápido porque as nossas condições para atender os pacientes de leucemia não são ideais, por isso a necessidade desse hospital”, afirmou.

O hospital funcionará com atendimento adulto e infantil, terá 150 leitos, UTI, centro cirúrgico e há perspectiva de realização de transplante de medula. “É um hospital com configuração de um hospital geral. Nós vamos abrigar o atendimento às pessoas com doenças de sangue e vamos, também, ser um hospital para o tratamento de câncer em crianças”, informou.

Por Alik Menezes

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