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Cultura

Em “Bitch I’m Madonna”, popstar faz referência ao próprio legado

A cantora Madonna lançou na manhã de quarta-feira (17) o clipe para a música “Bitch I’m Madonna”, terceiro single de seu último disco, “Rebel Heart”, lançado em março.

No vídeo, a cantora percorre cômodos e corredores de um hotel dançando e beijando quem ela encontra pelo caminho. Qualquer semelhança com “Justify My Love”, não é mera coincidência.

Se naquele clipe a mensagem era mais hedonista, aqui o recado é outro. A Madonna de 1990 e a Madonna de 2015 são bem diferentes, mas nem tanto.

Em “Justify…”, a cantora discutia sexualidade de forma escancarada; no atual, ainda que simbolicamente, ela brinca com a ideia de que uma pessoa de 56 anos ainda pode ser divertida, inconsequente e se rebelar contra as expectativas da maioria das pessoas sobre o seu comportamento e a sua aparência (quem disse que senhoras não podem tingir o cabelo de rosa?).

Neste ponto da carreira, Madonna fez uma coisa inédita: olhou para trás e referenciou o próprio legado.

Seja incluindo seu nome no título da música, vestindo uma camiseta estilizada com seu rosto em grafite ou convidando as “novas Madonnas” (Miley Cyrus, Beyoncé e Katy Perry) a participar do clipe, a cantora desconstrói expectativas e continua sua jornada de rebeldia contra as convenções. Não à toa, em determinada parte do clipe, ela aparece usando um boné com a palavra “threat” (ameaça).

Ao contrário de boa parte de seus fãs e do público geral que acompanha sua carreira, Madonna não envelheceu e tampouco encaretou. Agora, porém, ela compartilha sua mensagem com qualquer um que queira se empoderar e repetir com ela, “bitch, I’m Madonna”. Essa festa só acabará quando ela quiser.

Por Folhapress

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