Política

Em audiência na CMM, secretários esclarecem cortes na Saúde do Amazonas

Titular da Sefaz, Afonso Lobo (à esq.) e da Susam, Pedro Elias (ao lado de Lobo) foram à CMM dar explicações – foto: divulgação

Titular da Sefaz, Afonso Lobo (à esq.) e da Susam, Pedro Elias (ao lado de Lobo) foram à CMM dar explicações – foto: divulgação

Os secretários de Estado da Fazenda (Sefaz), Afonso Lobo; de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti); Thomaz Nogueira; de Saúde (Susam), Pedro Elias; e o de Administração e Gestão (Sead), Evandro Melo, esclareceram, na tarde de ontem, em audiência pública na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o reordenamento da saúde no Amazonas, anunciado no último dia 20 pelo governador José Melo (Pros).  Com as mudanças, o governo pretende economizar cerca de R$ 350 milhões.

Na audiência, organizada pela Comissão de Saúde da casa legislativa, Afonso Lobo apresentou dados da crise no Amazonas para justificar as medidas adotas pelo Estado na saúde.  O chefe da pasta destacou que o ordenamento será feito, principalmente, devido à queda na arrecadação estadual.

“Esse é nosso desafio, manter a essência dos serviços públicos estaduais, que são a saúde, segurança, educação e outras áreas consideradas essenciais pelo governo. Para vocês terem ideia, a arrecadação no primeiro quadrimestre de 2016 foi de R$ 2,6 bilhões, um pouco menos do que arrecadávamos no mesmo período em 2010. Isso é um retrocesso para o Estado, somos um dos mais afetados com a crise que atinge o país”, comentou.

De acordo com o secretário de Saúde, Pedro Elias, o reordenamento da saúde na capital seguirá o modelo do Ministério da Saúde, que substitui o modelo vigente de assistência fragmentada, para um modelo de atenção integrada, que abrange a família como um todo.

“A crise econômica e seus reflexos só aceleraram um processo que já vinha sendo discutido e estudado.  Ao longo dos anos, não se teve preocupação e foram más distribuídas as unidades de saúde. Por exemplo, de acordo com o Ministério da Saúde para cada 300 mil habitantes deve ter uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que tem a mesma função dos Serviço de Pronto Atendimento (SPA). Aqui em Manaus, nós temos nove SPAs e uma UPA, mais do que a quantidade de habitantes na capital”, disse.

O secretário explicou ainda que a partir dessas mudanças cinco SPAs serão mantidos nas principais zonas de Manaus e as outras cinco serão transformadas em Centros de Atendimento Integrado da Família (Caif).  Assim como os Centros de Atenção à Criança (Caics), que passaram a atender a família.

Além disso, o chefe da Susam informou que os sete prontos-socorros serão mantidos, inclusive os de atendimento à criança. “Com essa economia e redução de unidades, serão possíveis a aquisição de novos aparelhos para a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecon) e Fundação Adriano Jorge. Implantação de Serviço Mental, no hospital Platão Araújo; um Centro de Hemodiálise, no Adriano Jorge; ampliação das maternidades Ana Braga, Galiléia e Lindu, entre outras melhorias para a saúde na capital”.

Parlamentares e comunitários que estavam presentes na audiência prestaram atenção às explicações. Presidente da Comissão de Saúde da casa, o vereador Marcelo Serafim (PSB), entendeu as mudanças, mas questionou a urgência para efetuá-las. “Eu entendo a crise, mas não podemos tratar essas mudanças de uma forma brusca. Isso deveria ter sido explicado aos poucos para a população compreender as necessidades destas mudanças”.

O chefe da Susam também foi esclarecer na manhã de ontem, no Ministério Público do Estado (MPE) e no Ministério Público Federal (MPF), as mudanças que serão feitas na saúde da capital. O secretário estará nesta terça-feira na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), para explicar aos deputados o reordenamento.

Por Kattiúcia Silveira

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