Cultura

Em audiência na CMM, presidente da Manauscult defende permanecia do Boi Manaus na Ponta Negra e Itaúba

Entre as principais mudanças implementadas em 2015 no formato da festa foi a transferência para a Ponta Negra - foto: divulgação

Entre as principais mudanças implementadas em 2015 no formato da festa foi a transferência para a Ponta Negra – foto: divulgação

A participação do público no Boi Manaus ao longo dos anos e as atualizações que a festa teve na última edição foram tema de audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira (11), na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Na ocasião, o diretor-presidente da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Bernardo Monteiro de Paula, defendeu a permanência do evento no complexo da Ponta Negra, Zona Oeste, e na avenida Itaúba, na Zona Leste, onde, em 2015, reuniram mais de 200 mil pessoas em dois dias de festa, o que representou um aumento de 100% no público em relação ao ano anterior.

“Somos estimulados a ousar e caminharmos para algo diferente. Se enxergarmos o Boi como estava posto, que a cada ano perdia público, não iríamos muito adiante. Nossa obrigação é valorizar e preservar nossa identidade, por isso enquanto eu estiver à frente da Manauscult, irei insistir na expansão e divulgação do Boi Manaus, já consolidado como festa de aniversário da cidade”, afirmou Bernardo Monteiro de Paula.

Segundo o diretor-presidente, entre as principais mudanças implementadas em 2015 no formato da festa foi a transferência para a Ponta Negra. Em 2013, quando foi realizado pela última vez no Sambódromo, em dois dias, a festa reuniu 100 mil pessoas. Já ano passado, com a descentralização da festa, o número dobrou para 200 mil pessoas. Ele defendeu ainda que, caso haja interesse dos artistas na volta da venda de tururis, eles poderão organizar-se e discutir a proposta com a Manauscult em outra ocasião, considerando que a retirada dos tururis foi acordada entre todos os artistas e a organização do evento.

Durante a audiência pública, o vice-presidente da Fundação, José Cardoso, lembrou que todos os questionamentos foram amplamente discutidos, de forma democrática, com todos os setores envolvidos. “Foi discutido e votado. Na ocasião nos informaram que o artista que mais vendia tururis não chegava a vender 500 unidades. Quanto ao Sambódromo, isso é pensar no passado”, afirmou Cardoso.

Baixa participação de artistas

A audiência foi proposta pelo vereador Arlindo Junior (PROS) e contou com a presença de alguns artistas e representantes de boi bumbá de Manaus e de movimentos ligados aos bumbás de Parintins. Dos mais de 30 artistas que se apresentam no Boi Manaus 2015, cerca de 13 músicos estiveram presentes na audiência, realizada na tarde de ontem.

O propositor da audiência fez uma avaliação do interesse dos artistas na discussão da festa. “Temos que fazer a nossa parte e procurar parcerias. Quando decidi voltar à minha carreira artística vi o quanto nós deixamos para trás as coisas boas que conquistamos. E isso não é culpa do poder público, é culpa nossa. A prova que a culpa é nossa é que nem os artistas estão aqui (na Câmara). Eu senti que pelo que foi retratado, a Manauscult está fazendo a parte dela”, afirmou o vereador.

 

Com informações da assessoria

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